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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

Duo Broa de Mel: “Nunca tínhamos imaginado fazer um hino para um clube”

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O trabalho mais recente da dupla musical foi o hino do Sport Clube de Rio Tinto / Foto: Ricardo Vieira Caldas
O trabalho mais recente da dupla musical foi o hino do Sport Clube de Rio Tinto / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Então já há músicas novas?
MJ – Músicas há sempre, basta dedicar-me a compor (risos).

E onde podemos encontrar os Broa de Mel durante o ano?
MJ – Antigamente podia dizer-lhe que tinha a agenda feita para o próximo ano, mas agora só em maio e junho é que vamos saber como será o verão. Cantar todos os dias até podemos cantar, mas não recebemos cachet (risos).

Como estão a viver esta nova fase dos Broa de Mel?
MJ – Esta relação com o S.C. Rio Tinto surgiu de um convite que foi feito pela direção. Já tinha feito um hino para o futebol feminino e foi curioso porque as coisas completaram-se. Estou fascinada por ser o clube da minha terra, primeiro porque o S.C. Rio Tinto está a comemorar 90 anos e nunca teve um hino oficial e depois porque descobri que o meu pai também era sócio e que o meu irmão jogou hóquei neste clube. Agora eu também estou ligada ao clube.
JC – Nunca tínhamos imaginado fazer um hino para um clube mas estas coisas acontecem naturalmente e quando menos se espera. Não considero um feito inédito, depois de uma carreira de 30 anos de sucesso. Mas para chegar aqui houve um trabalho insano da nossa parte e ouvimos conselhos dos grandes músicos como o José Cid, o Ramón Galarza e o Carlos Paião, que foi o principal responsável pelo nosso lançamento.

Na vossa opinião, como está neste momento a música popular portuguesa?
JC – Há quantidade mas não há qualidade. Penso que a qualidade escasseia pela falta de criatividade. Provavelmente até haverá criativos mas ainda não emergiram. No âmbito musical temos que ter noção que não podemos revelar vozes só para preencher um espaço. Em Portugal temos um músico que grava um álbum e depois gravam um “best of” e eu pergunto: um “best of” de quê?!
MJ – Hoje em dia não há carreiras, há uma ou outra música e para por ali.

Este hino revela a facilidade de se adaptarem a novos projetos?
MJ – Eu penso que ser autor e compositor obriga a ter muita criatividade. Evoluímos sempre mas sentimos a necessidade de fazer qualquer coisa diferente, até porque há dificuldades no panorama nacional português.

Têm orgulho neste projeto?
MJ – Muito orgulho. Eu vivia em Rio Tinto e este é um regresso às raízes. Durante estes 30 anos de carreira fiz sempre questão de me lembrar dos meus amigos e da minha terra. Não perdi nada.

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