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Quinta-feira, Dezembro 1, 2022

Paulo Ferreira: “O meu sonho é ter uma equipa de ciclismo em Gondomar”

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Em 1986, Paulo Ferreira corria pelo Centro Ciclista de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira
Em 1986, Paulo Ferreira corria pelo Centro Ciclista de Gondomar / Foto: Pedro Santos Ferreira

Em 2000/2001, o Centro Ciclista de Gondomar estava a fazer um grande investimento no ciclismo. Foi esse projeto que o cativou?
Sim, e até me entristece o projeto não ter continuado, porque tínhamos todas as condições para evoluir. Hoje, o Centro Ciclista podia ser como a Sicasal, se tivesse continuado. Tínhamos camiões, bicicletas de topo, o centro de estágio e vários escalões em competição. Foi tudo por água abaixo. Na altura eu vim porque acreditei no projeto. Perdi dinheiro, mas só pelo facto de voltar a Gondomar, nem hesitei. Ainda venci várias provas pelo Gondomar.

Em 2002, tem uma nova proposta, desta vez do Cantanhede.
Na altura, cortaram-me o vencimento no Centro Ciclista de Gondomar e apesar do Cantanhede não ter as mesmas condições que o Gondomar, tinha um grande componente humana. Fui e, em 2003, venci o Grande Prémio de Gondomar, pelo Cantanhede. Na minha terra quem mandava era eu (risos). Foi um grande orgulho e Gondomar estava em peso a apoiar o Cantanhede, porque era a minha equipa.

Tem ainda uma curta passagem pelo Paredes, em 2004, e no ano seguinte, termina a carreira na Imoholding-Loulé. Como foi a fase final da sua carreira?
Ainda tive a hipótese de fazer mais um ano pela Imoholding-Loulé, mas decidi terminar a carreira, em 2005. Decidi terminar na minha terra no Grande Prémio de Gondomar e ninguém me facilitou essa vitória, até pelo contrário (risos).

E em 2011, lançou a primeira edição do livro “Paulo Ferreira – Dever Cumprido”. Sente que o seu dever está mesmo cumprido?
Como ciclista está, mas para com os ciclistas acho que não. O meu sonho é ter uma equipa de ciclismo em Gondomar. Já tenho um projeto preparado, mas ainda não posso avançar com mais pormenores.

Decidiu atribuir os direitos de autor do livro a Daniel Neves, ex-ciclista vítima de um acidente que o deixou com um elevado grau de incapacidade física. É uma forma de ajudar um dos verdadeiros amigos do ciclismo?
Ver a evolução do Daniel é uma das coisas que mais me orgulha. Foi importante ajudá-lo e fico orgulhoso por poder ajudar o meu amigo.

Marco Martins, Presidente da Câmara de Gondomar, e Delmino Pereira, Presidente da Federação de Ciclismo, lançaram-lhe o desafio de continuar a servir o ciclismo. Já deu resposta a esses desafios?
Em relação ao presidente da Câmara Municipal de Gondomar, já se encarregou de me pôr no Gabinete de Desporto. Em relação ao Delmino, ele sabe do que eu sou capaz e espero conseguir atingir o meu sonho.
Acha que o ciclismo foi esquecido em Gondomar?
Sim, acabou por ser porque tínhamos boas estruturas e acabaram por não ser bem aproveitadas.
O que tem a dizer sobre a polémica do caso de doping que retirou a Lance Armstrong os 10 títulos conquistados na Volta a França ?
Se fizessem as análises como fazem noutros desportos talvez não fosse um fenómeno sempre associado ao ciclismo. Eu também cheguei ao ponto de ir treinar e ser controlado, mas isso acaba por ser normal. Só não percebo como é possível o Armstrong vencer várias Voltas à França consecutivas e não acusar doping em nenhuma análise. Fiquei triste quando vi a notícia, porque ele era o meu ídolo.
O que representa o Rui Costa para o ciclismo português?
É um grande motivo de orgulho. Não é qualquer um que consegue ser campeão do mundo. O percurso dele é avassalador.

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