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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

Paulo Amado: “Era incapaz de sair de Rio Tinto. Tenho uma grande ligação à minha terra”

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A legionella é motivo de preocupação nacional. Os portugueses devem estar preocupados com esta bactéria?
Sou membro da direção do Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos e os casos de legionella têm sido uma preocupação nossa. Contudo, acreditamos que já se descobriu a fonte da bactéria, que está relacionada com a emissão de gotículas contaminadas por legionella. Penso que o caso já está a ser controlado pelo Ministério da Saúde, que reagiu em tempo útil e controlou a fonte emissora.

Ainda vamos ter mais casos de contaminação?
Até agora já temos oito mortes [na altura do fecho de edição] mas provavelmente ainda vão morrer mais pessoas que já estão contaminadas. No entanto, sabendo qual é a fonte emissora, a disseminação já pode ser controlada.

Nunca deixou de estar ligado a Rio Tinto. Tenciona manter sempre essa ligação?
Sim, isso é muito importante. Eu era incapaz de sair de Rio Tinto, a não ser que fosse por uma causa extraordinária, porque tenho uma grande ligação à terra. Metade das pessoas que vêm a esta clínica vêm de fora de Gondomar e julgo que o meu nome já está associado a Rio Tinto.

Clube Atlético de Rio Tinto e Sport Clube de Rio Tinto
Devo ter sido dos poucos que foi médico dos dois clubes ao mesmo tempo. Sou favorável à união destes dois clubes e quase que consegui instituir essa união. Julgo que os dois clubes vão ter grandes dificuldades de sobreviver se continuarem separados. Na brincadeira cheguei a sugerir o nome Sport Atlético de Rio Tinto [risos].

As pessoas sabem que têm o consultório em Rio Tinto e preferem vir aqui?
Cheguei a ter um caso em que um colega de Lisboa disse a um doente para vir a Rio Tinto porque não sabia em que sítio é que eu estava a trabalhar no Porto, mas tinha a certeza que eu estava em Rio Tinto.

Paulo Amado, médico ortopedista / Foto: Ricardo Vieira Caldas
Foto: Ricardo Vieira Caldas

Porque é que é tão importante para si manter esta ligação à terra que o viu nascer?
Dizem que santos da terra não fazem milagres mas se calhar ajudam [risos]. Conheço muitas pessoas aqui de Rio Tinto que vêm ao meu consultório. Procuro preservar a raiz e mantenho algumas ligações a várias associações da freguesia. Recentemente também tive o prazer de ser convidado pelos órgãos autárquicos para ser o representante da região e de Rio Tinto.

Considera que a cidade evoluiu nestes últimos anos?
Sim. Já estive ligado ao movimento Rio Tinto a Concelho, mas acho que neste momento isso não faria sentido porque a realidade é completamente diferente. Hoje o importante é unirmos em vez de separarmos. Contudo, Rio Tinto e Baguim do Monte têm uma identidade muito própria que é preciso manter.

No que diz respeito à imprensa local, considera que tem cumprido o seu dever?
Acho que a imprensa local espelha o desenvolvimento da cidade. O Vivacidade está presente em todos os cafés e quiosques de Gondomar e tem um papel muito importante na divulgação de tudo o que se passa no concelho. Já cheguei a ler jornais locais de outras terras que dão notícias de âmbito nacional e creio que não é essa a função dos jornais locais. Também julgo que os jornais locais devem procurar diferenciar-se, porque neste momento há jornais a mais em Gondomar.

Como colaborador do Vivacidade, tem leitores que não perdem uma crónica sua?
Por acaso tenho, quer no aspeto positivo, quer no aspeto negativo. Por vezes, nas minhas crónicas fujo à saúde restrita e por vezes entro em aspetos políticos, o que suscita algumas reações. Mas tenho muitos doentes que esperam pelos meus artigos e vão acompanhando as minhas crónicas.

Paulo Amado, médico ortopedista / Foto: Ricardo Vieira Caldas
Foto: Ricardo Vieira Caldas

Que balanço faz do percurso do Vivacidade nas primeiras 100 edições?
Acompanhei a evolução do jornal e acho que nunca perderam a identidade inicial. Muitos dos colaboradores, como eu, mantêm-se desde o início. Penso que o Vivacidade foca-se no interesse da população e isso é essencial. Eu que tenho a mania que sei tudo o que se passa em Gondomar, por vezes sou surpreendido ao ler o Vivacidade.

Como é que imagina este jornal nos próximos anos?
Espero que não saiam do contexto inicial e que tenham muitas mais edições. O Vivacidade está presente nos grandes eventos do concelho e espero que tenham uma presença ainda maior junto da população.

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