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Sexta-feira, Outubro 15, 2021

A liberdade de escolha (que alguns não conhecem)

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Ser filiado num qualquer partido, professar uma certa religião ou, até, ser adepto de um clube de futebol não implica, nunca, uma “visão cega” e um “seguidismo” que ultrapasse todas as lógicas.

Há, acima de tudo isto, algo mais importante – que nos classifica como humanos – que é a opinião pessoal e a liberdade de escolha.

Vem tal considerando a propósito de duas situações. Uma, pessoal, outra, da política local.

Vamos começar pela política!

A Câmara Municipal de Gondomar, alegando constrangimentos financeiros (do passado), dívidas (do passado) e outras coisas mais (imaginem… do passado!), tem aplicado uma política de aumento generalizado e significativo de tudo o que é preço ou custo de serviços. Foi o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), a Água, os Resíduos, as Rendas, e por aí adiante.

Trata-se de uma opção legítima de quem está no poder. Querem aumentar, e sendo “donos” da maioria, aumentam.

A nível de executivo camarário há um cansativo “abanar de cabeça” por parte dos eleitos da maioria socialista. A tudo votam em bloco, ora dizendo que sim, ora dizendo que não.

Louvo e destaco, bem pela positiva, a posição genericamente assumida pelos eleitos da oposição (do Movimento Independente Valentim Loureiro, da CDU e do PSD). Aqueles que são “oposição” na Câmara têm optado por votar em consciência.

Algumas das vezes, até, enquanto eleito na Assembleia Municipal não concordei com as opções dos “meus” eleitos no executivo da Câmara. Mas são opções e eles, tal como eu, têm total liberdade de escolha. Têm opinião!

O que aconteceu, nos últimos tempos, é que alguns eleitos do Partido Socialista de umas quantas Assembleias de Freguesia decidiram manifestar-se (e votar contra!) algumas das opções do executivo socialista da Câmara.

Imagine-se a lata! Votarem contra? Impossível! Inimaginável!

Aconteceu tal, muito recentemente, com a questão do aumento de rendas das habitações públicas municipais. O PS-Câmara decide aumentar, alguns PS-Juntas votam contra e, no final, o PS-Assembleia Municipal confirma os tais aumentos. A alguns eleitos socialistas de S. Cosme, Valbom, Jovim, Rio Tinto, Fânzeres e S. Pedro da Cova de nada valeu o voto contra.

De nada lhes valeu – a esses corajosos! – terem opinião e assumirem a sua liberdade de escolha. A maioria, camarária, “tirou o pio” a uns quantos indomáveis socialistas que decidiram ter opinião diferente da do poder instituído.

Deixo aos especialistas a quantificação numerária destes constantes aumentos do IMI, da Água, dos Resíduos ou das Rendas.

Agora, a questão (mais pessoal). Sempre tive liberdade de escolha. Sempre a apliquei na minha vida pessoal, empresarial, associativa e política. Fui eleito integrando um Movimento Independente que juntou pessoas capazes de distintas origens partidárias, da chamada esquerda à chamada direita.

Antes de tal eleição já tinha as minhas opções. Durante o período eleitoral defendi um projeto. Agora, numa nova fase, permitam-me que tenha a tal liberdade de escolha. E permitam-me que acredite que podem existir outros projetos, igualmente válidos, que até consigam juntar aquilo que (na tal chamada “direita”) eu considerava ser uma família separada. A união faz a força. E será esse o caminho do futuro.

Termino como comecei. Com o mesmo pensamento, desta vez “roubado”: “Pode-se tirar tudo de um homem exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a própria atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.”

Já conhecia a frase. Desconhecia o autor. Fiquei, agora, a saber que é de Viktor Emil Frankl, médico psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia (que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência).

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