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Terça-feira, Outubro 19, 2021

Insalubridade escolar

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O CDS tem, ultimamente, abordado nestas crónicas mensais, a problemática das condições materiais de muitas das escolas do concelho, manifestamente degradadas e incapazes de reunir as condições mínimas de funcionalidade, considerando os perigos potenciados para todos os seus frequentadores sejam eles alunos, funcionários ou professores. Visaram tais crónicas alertar, quem responsável, para a absoluta necessidade de intervenção reparadora, se não com intuitos definitivos, por se tratarem, em muitas das escolas, de intervenções morosas e caras, pelo menos por forma a poderem ser minoradas as suas repercussões negativas na qualidade da aprendizagem das nossas crianças.

Não houve, portanto, como aliás invocamos nas referidas crónicas, qualquer propósito de apoucar a responsabilidade ou a apetência na matéria relativamente aos decisores autárquicos, e muito menos de especular inusitadamente sobre tão essencial temática. Todos reconhecemos a fulcral importância para o sucesso dos nossos alunos, de um ensino curricularmente adequado bem como ministrado em instalações propiciadoras da devida comodidade física e psicológica.

A verdade é que a nossa preocupação manifestada, caiu objetivamente em “saco roto”, pois pouco ou nada foi, entretanto, feito em tão essencial vertente, mantendo-se os perigos, as insalubridades, as incomodidades, e consequentemente, a falta de condições mínimas de operacionalidade de muitas dessas escolas.

Desta feita reportamo-nos à absolutamente inaceitável constatação, ocorrida no Centro Escolar de Carvalhal e Mó, em Gandra, S. Pedro da Cova, constatada por alunos do pré-escolar e 1.º ciclo do Ensino Básico, que motivou o protesto junto à entrada do estabelecimento por parte dos seus pais, para as péssimas condições de higiene do edifício, designadamente para a existência de ratazanas na cantina e nas salas de aula.

Trata-se objetivamente, de uma constatação deplorável e inadmissível, porque não corresponde a uma ocorrência ocasional mas verificada mais que uma vez na escola, e com a agravante de esta produzir refeições para outras escolas da zona, com todas as potenciadas e nefastas consequências na segurança alimentar dos seus alunos.

Srs. responsáveis municipais:

Não pretendemos ser alarmistas. Contudo não nos podemos deixar de indignar com relatos de factos tão indevidos e demonstrativos de algum relaxamento no rápido “atacar” das suas causas, a fim de os eliminar de forma inequívoca e definitiva. Já não são unicamente as condições materiais de operacionalidade das escolas municipais que estão em causa, mas a própria saúde das nossas crianças que correm claramente perigos quotidianos e efectivos, por razões que, quem responsável, poderia, sem dúvida, drasticamente limitar.

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