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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

Trio da Geringonça troca picardias para eleitor ver

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– Os cidadãos medianamente informados vêm assistindo nos media, de forma cada vez mais intensa, a uma espécie de desgarrada entre os três partidos da geringonça, assim ao jeito de concurso “ora agora acusas tu, ora agora acuso eu”. Sempre que se proporciona uma qualquer aparição ou debate mais ou menos institucional, cada um aproveita a oportunidade para fazer caretas ao outro, e deixar um desafio ou um alegado aviso.

O líder do PS, ora vestindo o fato partidário ora na pele de primeiro-ministro, não se cansa de dizer que a união de facto é suficiente para manter a relação a três, mas dispensa o casamento. A líder do BE, esfomeada por um lugarzinho num futuro executivo, esganiça-se sem pudor, afirmando-se pronta para governar. Mais grave, o líder do PCP exorta o primeiro-ministro a provar que a sua paixão é mesmo por uma política patriótica e de esquerda…

– Enquanto isto, os trombeteiros de serviço amplificam os arrufos nas colunas dos jornais, nas ondas da rádio, e nas pantalhas da televisão. E logo de seguida vêm os cientistas da coisa – ditos politólogos, analistas e comentadores – e anunciam profecias e oráculos sobre a tremedeira da geringonça. Por fim, dá-se fogo à peça nas redes sociais, fazendo das arrufadas a conversa de gente fina à mesa do café.

Não se pense que isto é apenas fruto do efeito de umas tantas sondagens, que anunciam para aí uma quebra de intenções de voto sobretudo no bloco, obrigando à radicalização do discurso da extrema esquerda. Mais coerentes, os comunistas não abdicam das suas políticas, e reafirmam as suas teses de sempre, ainda que, na hora da verdade, não enjeitem a venda nos olhos para engolir alguns sapos.

– Sejamos claros: nas próximas eleições legislativas a escolha dos cidadãos vai fazer-se em torno de uma maioria de esquerda, ou de uma maioria de centro direita. A Assembleia da República será mais fragmentada do que é hoje, e ninguém acredita em maiorias absolutas monopartidárias. Aliás, como se constata por toda a Europa, onde os parlamentos são cada vez mais multicolores, infelizmente com o crescimento de partidos radicais e populistas.

Por isso, não haja ilusões sobre as picardias entre os partidos da geringonça. Eles são apenas e só um “bluff” de autoafirmação, uma prova de vida dos dois partidos-muleta do atual governo, e a flauta mágica de encantação do Partido Socialista. Pensar o contrário é cair no engodo de uns e de outros. E com os efeitos da onda gigante do eleitoralismo governamental corremos o risco da embriaguez coletiva…

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