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Terça-feira, Outubro 19, 2021

A democracia

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Passaram já 45 anos de um evento tão importante na história recente da nação portuguesa, tão enormemente transformador dos padrões de esperança e autoconfiança de um povo, que se sentia condenado à mediocridade de um quotidiano ambíguo, isolado, sem qualquer sentido.

Apesar dos sempre críticos exageros que qualquer revolução encerra e de que Portugal não foi exceção, a verdade é que os portugueses agarraram a oportunidade com todas as suas forças tornando irreversível este passaporte para o futuro e para o exercício de uma maioridade de país quase milenar, que se encontrava inusitadamente suspensa, há décadas.

Com o ganhar da democracia, a nação foi-se limpando do acabrunhamento psicológico a que estava votada passando a raiar apetências que desconhecia e crescentemente a partilhar com os seus pares europeus as diferentes cores da modernidade. Paulatinamente e em crescendo também, Portugal foi granjeando a respeitabilidade da comunidade internacional que, naturalmente, foi substituindo uma indevida postura paternalista eivada de um certo sentir de superioridade, pelo reconhecimento sério da nossa identidade, enquanto parceiro válido, fiável e genuíno.

Objetivamente, Portugal ultrapassou os seus fantasmas, apresentando-se hoje ao mundo como um País assumido e ciente das suas prerrogativas intrínsecas, sem receios quaisquer advindos de ser quem é.

Obviamente que a aproximação aos seus pares europeus no que respeita ao grau de desenvolvimento, da qualidade de vida dos seus cidadãos, ainda se faz. Afinal foram quase 50 anos de um enorme equívoco comportamental, que o atrasou drasticamente da natural evolução que a democracia ofereceu àqueles. No entanto, a solidificação da democracia tem permitido uma recuperação, sem precedentes, do atraso existente, misturando-nos inexoravelmente no seio da modernidade.

Por todas estas razões não podemos deixar de invocar aqui, tão essencial efeméride causadora de tantas virtuosas sequelas, transformadoras, não apenas da esperança, mas da concreta qualidade de vida que, apesar das sempre presentes dificuldades, os portugueses já vivem.

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