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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

“Competir no Campeonato de Portugal de Karting já é rotina! Novos sonhos e desafios avizinham-se”

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Pedro Dias Soares, competiu este ano pela quinta vez, no Campeonato de Portugal de Karting na categoria X30 MINI. Sendo ainda um jovem de 10 anos, Pedro tem de saber gerir a carreira desportiva, com a vida escolar e a vida social.

Em 2016, com apenas 5 anos, num passeio de família de domingo, o pai incentivou-o a experimentar umas voltas de kart de aluguer, no kartódromo de Viana do Castelo, onde atualmente é a sede logística da equipa familiar, PDS TEAM KARTING.

“No início estava com medo, mas quando comecei a andar gostei muito e quis sempre continuar a correr”, refere Pedro Soares ao VivaCidade. Que depois do incentivo dos pais, o jovem atleta refere que começou “A treinar mais, a praticar mais, a estudar as trajetórias e a preparar-me para as corridas…na primeira corrida queria mesmo ganhar e andar rápido”.

O ano de 2016 “foi uma fase experimental”. Neste ano os resultados não eram a sua prioridade, mas após momentos de indecisão se deveria ou não continuar na modalidade, decidiu dar mais uma oportunidade, o atleta refere que: “Na época seguinte comecei a sair-me melhor, a ter bons resultados e ganhei ainda mais motivação. Não era só a vontade de pilotar, mas de correr e ganhar”.

Em 2017 disputou o Campeonato Nacional como cadete e ficou em 10o lugar. O atleta explica que começou a ficar em lugares da frente, mas sem nunca subir ao pódio, “As corridas eram muito rápidas e difíceis na minha categoria, apesar do kart ser maior, mais rápido e ser completamente diferente de conduzir. Mas estava muito motivado e a competitividade era muito grande e quando percebi que tinha capacidades quis continuar”.

Em 2018, o ano foi difícil, “os resultados não eram bons, andávamos no meio da tabela e não estava fácil, cheguei a estar desmotivado, mas depois houve as férias de verão e fui obrigado a parar porque fraturei o cotovelo. Quando voltámos começámos a treinar com mais intensidade e começaram a surgir resultados melhores”, conta o jovem piloto Gondomarense.

Sobre a desmotivação sentida nesse ano, explica que o facto de ser um dos pilotos mais novos a competir ajudou, “Sentia-me intimidado e sentia que era mais novo que eles, também pela experiência, pela idade e pelos títulos que alguns já tinham alcançado”.

Sobre a dificuldade e o risco da modalidade, esclarece que andar de kart “só é perigoso se o tornarmos perigoso. Se formos desconcentrados as coisas podem correr mal, mas se tivermos focados e mantermo-nos dentro das trajetórias corre sempre tudo bem. Temos de ter sempre calma porque as corridas não se ganham na primeira volta e não podemos cometer erros que nos podem sair caros, não só a nós, mas também, por exemplo, arriscar uma ultrapassagem e termos um acidente com um adversário pondo em causa a corrida”.

Sobre a forma como treina, afirma que “a nossa equipa tem todo o material” e que a ajuda da sua equipa técnica é essencial para aperfeiçoar a sua trajetória. Já sobre a sua vida social, frisa que “Tenho de estar concentrado na escola e esforçar-me para dar o meu melhor, mas há sempre tempo para brincar com os meus amigos e para treinar para ser o melhor”.

Sobre esta época de 2021, que arrancou no fim de semana de 10 e 11 de Abril, no Kartódromo de Viana do Castelo conta que “estava muito ansioso para voltar aos treinos e às corridas! Foi uma longa e forçada paragem pelo Covid-19 e queria mesmo muito voltar à minha normalidade, foi muito tempo que não me deixaram sair de casa”. O Campeonato de Portugal de Karting da FPAK para esta época tem algumas alterações que o tornarão mais competitivo. Existiu a alteração da categoria e a introdução de novos motores.

O jovem piloto, questionado sobre o que espera desta primeira corrida, explica que “Vou dar o meu máximo. É uma corrida em que nunca se sabe o que pode acontecer, também não sei qual será o meu ritmo, espero que seja bom e tanto posso estar a disputar os lugares da frente, como posso ter azar na qualificação e arrancar mais detrás e ter corridas mais difíceis, mas vou dar sempre o meu melhor e tentar sempre andar o máximo à frente. Obviamente que se não ganhar ou não fizer um TOP 5 não vou ficar triste, porque também sei que não é fácil e que todos os pilotos que estão lá são os melhores. Então obviamente que tenho expectativas de conseguir andar bem, mas também sei que os outros também vão”.

Para o projeto, Bruno Soares, pai e “gestor” desportivo afirma “Para nós, termos o apoio de muitas empresas de Gondomar e nacionais é importante, pois esta modalidade desportiva é muito dispendiosa e embora o maior investimento está a cargo do nosso orçamento familiar, para o Pedro saber que existem patrocinadores é uma motivação! Assim, não poderíamos deixar de agradecer publicamente a quem nos apoia e motiva desde o início desta nossa aventura. A todos os nossos Patrocinadores e Amigos, muito obrigado!” O atleta na primeira corrida que decorreu no sábado, dia 10 de abril, ficou no 14o lugar e no domingo, dia 11, subiu para o 12o lugar. ■

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