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Sexta-feira, Outubro 15, 2021

Rui Nabeiro: “Não podemos pensar em nós sem pensar nos outros”

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São 90 anos de vida e quase outros tantos de trabalho, começados em criança. Se fosse hoje, mudaria algo na sua infância que considera não ter tido?

Acho que não. Depois das coisas se iniciarem, nos terem proporcionado um bem-estar e darem-nos condições para que possamos ir mais além, eu mantinha a mesmíssima coisa e mudava para melhor aquilo que sou e aquilo que faço. Portanto, não ficava parado. Não há dúvida nenhuma que as pessoas devem fazer sempre todos os dias algo mais em relação ao dia anterior. E essa é a minha forma de vida, de melhorar todos os dias o meu sistema como pessoa e a nível profissional. Eu considero-me uma pessoa criadora, graças à divina Providência, e que não devo fazer igual: as pessoas têm que fazer melhor todos os dias. Mas quem nasce assim, morre assim mesmo!

Considera que devia de haver mais Ruis Nabeiros no país e no mundo? Em que é que o senhor Comendador é essencialmente diferente das outras pessoas?

Eu gosto de respeitar muito as pessoas. Neste mundo que estamos a viver o respeito que a gente consegue ter e dar em relação ao semelhante é, de facto, pensar que somos iguais. Mas não somos iguais. O meu gosto e conselho é que as pessoas, já hoje, pudessem pensar que o mundo deve ser para todos. E conseguimo-lo para todos, pois viemos da mesma forma ao mundo. Seja-se pobre, seja-se rico, seja-se remediado, todos viemos nas mesmas condições. Depois, uns têm meios para realmente caminhar desde o seu berço e outros são uns coitados, que nem berço têm. Portanto, não há dúvida nenhuma que gostaria que fossemos um país, todo ele, com outra atitude e com muito respeito pelo seu semelhante, para que todos pudéssemos ter uma vida boa. Sigamos o caminho da verdade de hoje, sem o egoísmo nem demasiada ambição. Embora também se tenha que ter ambição. O homem que cria tem ambição de criar, e depois também a ambição de distribuir. É o que tenho feito na minha vida, mesmo perante as dificuldades que surgem aqui todos os dias, de pessoas com carências e que pedem emprego. Tenho isso em conta, porque a minha origem vem de gente pobre. Os meus pais eram pessoas que trabalhavam no campo. O meu pai, mais tarde, conseguiu tirar a carta de condução, foi motorista. Ora a nossa casa era uma casa humilde, onde realmente havia um quartinho e onde dormia lá meia dúzia de pessoas. Quem passa por essas coisas todas, e a sorte que também tivemos, olha para a vida de outro modo. Não vivemos com fome nem pouco mais ou menos, mas naquela casa havia muita carência e havia muito poder de equilíbrio económico para se poder dar aos filhos o melhor possível, tanto mais que todos nós fizemos a instrução primária. Pois no interior não havia mais escola para estudar. Era ser-se, depois, tipo lavrador ou algo parecido.

Falando em família, há uma pessoa que se destaca: a mulher da sua vida, que foi sempre a sua esposa e que conhece há uns 80 anos. Que especial homenagem de amor já lhe fez ou gostaria de lhe fazer?

Nós fizemos sempre uma vida de proximidade um com o outro. Somos casados há 67 anos – casámos bastante novos, eu com 23 e ela com 22 –, mas começámos a olhar um para o outro na escola, na instrução primária, e ficámos sempre ligados. Fiz muitas coisas e dei muitas condições familiares à família da minha mulher, que também tinha uma origem muito humilde. Portanto, a minha homenagem é permanente: é aquilo que ela me dedicou a mim e, por sinal, neste momento em que ela está muito doentinha sou eu que estou o mais tempo possível perto dela. Semeei e tive a felicidade de encontrar uma esposa como ela, que me serviu sempre: entendemo-nos sempre. Eu não conheço um dia de zanga nossa. Sem dúvida que homenagem melhor que a da amizade não há! Ela é e foi sempre uma fiel amiga, uma fiel economista dentro da sua casa e, agora, preocupado estou eu com o estado de saúde dela, porque me faz falta.

> Foto DR

E, na vossa casa, o que nunca perde aquele misticismo devido é o “almoço de domingo”: o patriarca reunido com a sua família. Como foi a sua envolvência nesse romance biográfico sobre si e escrito este ano por José Luís Peixoto?

Eu realmente sempre pensei, há uma dezena de anos, ter um livro assim. Houve uma senhora que, também, me fez um livro mas era com uma atitude totalmente diferente, como existem muitos. Ao contrário do enfoque do que comprei, vendi, fiz e não fiz, queria que, de facto, dissesse neste livro quem eu sou. Que o escritor fizesse um trabalho que pudesse ter algum caminho. E eu penso que acertei em escolher o José Luís, depois de ouvi-lo um dia numa entrevista: gostei dele e do que ouvi. Depois, perguntei a dois ou três meus amigos se o conheciam bem, se era a pessoa ideal, e assim foi! Em segredo, fui contando-lhe os pequenos detalhes da minha vida, mais  objetivamente e sempre com uma atitude de conquista. Falámos com muita tranquilidade e prestei-lhe um bocadinho da simbiose daquilo que eu sentia, como pessoa, e ele também o que sentia, como escritor, vendo como podia aproveitar para romancear um pouco a minha biografia. O que eu tenho para oferecer no livro é, realmente, um manancial de informação na própria instância de revistas, jornais, de três comendas que tenho, à parte de medalhas e de situações diversas. Vamos pôr tudo isso num espaço bonito, que está a ser orientado pelo Arq. Siza Vieira. E esperamos que, em meados do próximo ano, possa estar concluído.

Sessenta anos da Delta Cafés e ser há muito líder no mercado nacional e com projeção internacional é, para si, o mesmo que dizer o quê?

Para mim, dá-me um orgulho e uma satisfação enormes. Mas é um orgulho educado, não de encher o peito de ar, é um orgulho de humildade. Portanto, estes 60 anos foram o que eu sonhava, o que sonhei, aquilo que pensei e aquilo que se realizou. Eu trabalhava já na fábrica com a família, era uma fábrica pequena. Não era por ser grande que a queria. Estava dentro de mim pensar que podia ser grande, mas se conseguia ou não conseguia eu não sabia. Quando comecei a trabalhar aqui comecei com três pessoas, neste lugar onde estamos, que agora é o edifício da sede administrativa. E ao fim de 4-6 anos éramos uma centena e tal de pessoas. Por isso, é realmente uma satisfação, um gozo que tenho diariamente e que sinto quando as pessoas me escrevem. Não há dia nenhum que não tenha correio! São, portanto, 60 anos de sonho vivido. Saber distribuir e saber plantar, pois às vezes não se oferece só a quem precisa. Há um detalhe, há um pormenor, mesmo agora a acontecer nesta nossa conversa e esse detalhe é sempre compensado com a amizade dessas pessoas. Assim, vivo daquilo que sempre semeei e plantei. E o resultado sempre vem ao de cima.

É caso para perguntar: o que seria de Campo Maior, e seus cidadãos, sem o Sr. Rui e sem todo o notável potencial que é o Grupo Nabeiro?

Era um bocado difícil as pessoas viverem nessa altura dos anos 30. Tenho, nesse aspeto, uma consciência local. Já fiz referência ao meu pai e à minha mãe e a uma vida de muito sacrifício: era um casal com oito filhos e todos fizeram pela vida, nesta família trabalhadora no campo. O meu pai abria a porta às pessoas de família e isso deu-me condições para pensar que toda a gente o pode fazer. Há muita gente que está na ignorância de si próprio. Quando o cidadão deve pensar em “nós”. Tenho aqui um colega de trabalho que nunca diz “eu”, mas sempre “nós”. Dentro dos valores da empresa, dentro dos valores do trabalho. Quando algum me diz “eu” corrijo logo para “nós”. Porque sentimos que a empresa, além de ser de quem é, também é daqueles que cá trabalham. Essa é a grande forma de eu pensar: eu não penso que é meu aquilo que tenho. no que é meu. Foi na medida de Deus e peço à Providência que nos vá dando condições para podermos continuar a fazer cada vez mais e melhor.

Até porque, graças a si, Campo Maior é um oásis contrastante com o Portugal real, em que está acima da média nacional dos indicadores de salário e de longevidade de vida. Isto surpreende-o? E o que impede outros concelhos de seguir este bom exemplo?

Não há razão nenhuma, a razão está no coração e na formação. As pessoas se pensam em si, têm sempre que pensar nos outros. Às vezes tenho dificuldade em compreender porque é que alguém tendo dois não cria condições de distribuir algo e tendo dez porque é que não se distribui algo mais. As outras pessoas deveriam pensar exatamente igual, mas infelizmente muitas não pensam assim e fazem com que sejamos um caso à parte. Eu aponto a razão olhando como eu nasci nos anos 30, como os meus pais foram fazendo a sua vida e as pessoas de Campo Maior. Todas estas são razões mais do que evidentes e que deveriam fazer do mundo um lugar melhor e maravilhoso. Penso que há muita gente com muitas responsabilidades e que, no fundo, a vida pode ser melhor para todos. Penso que há uma palavra muito importante: eu tenho, mas tu também vais ter. Porquê não tens a minha capacidade ou a minha força de vontade? Eu nunca digo “deixa para amanhã”. Não. Mesmo com 90 anos, o dia de hoje é o hoje e o de amanhã é outro dia: é para se fazer mais coisas. Portanto, esta circunstância é a força que a pessoa tem. E eu tive várias situações, até por vivermos tão perto de Espanha, que também foi um bom estágio para mim.

O café Delta é muito consumido nos estabelecimentos de Gondomar. E, como tal, foi distinguido com toponímia local. O que significa para si esse reconhecimento? É uma forma que gostaria de ter replicada noutros concelhos do país em jeito de homenagem?

Estou muito agradecido à Câmara e aos cidadãos de Gondomar por terem dado o meu nome a uma artéria do vosso município. Foi com grande alegria que, em 2016, recebi a notícia e depois tive o prazer de estar na cerimónia de descerramento da placa. Eu não trabalho para que as pessoas me agradeçam, mas é natural que me sinta feliz quando os reconhecimentos acontecem, como foi o caso. Significa que as pessoas têm carinho por mim e dão valor à minha atitude de querer e de construir sempre coisas novas. Pelo que acabei de referir, compreenderão que não devo ser eu a dizer se acho que mereço homenagens deste ou de outro género. Isso terá que partir sempre das pessoas e de quem as representa.

Nessa ocasião, confessou-se como um “consumidor de filigrana”. No seu entender, Gondomar poderia apostar num novo estilo ou género desta sua arte? De que modo?

A filigrana é uma das artes tradicionais mais genuínas e bonitas do nosso país. Nos dias de hoje, é muito bom haver artesãos que deem continuidade a este trabalho. Para mim, mais do que dar um novo estilo ou género à arte da filigrana, o que importa verdadeiramente é que ela mantenha esse caráter genuíno, essa pureza e originalidade que vêm de outros tempos. E, para garantir que isso nunca se perca, é preciso que haja escolas e cursos para formar as futuras gerações de artesãos que vão trabalhar a filigrana. É a partir da formação que se vai garantir a continuidade do negócio, criando novos postos de trabalho e gerando riqueza para a região de Gondomar e para o nosso país.

Sente que o café, como arte e cultura – e particularmente o seu –, veio mudar a vida e os hábitos dos portugueses?

A vida, a nós, mudou-nos. O hábito dos portugueses foi vindo a alterar, pouco a pouco, porque isso deve-se à situação económica de cada um. O café é um vício, algo que se transforma como tal e que, no fundo, não é negativo em parte nenhuma. O português dos anos 20, 30 ou 40 que condições é que tinha para parar ir para tomar um café? Não há dúvida que o grande consumista de tudo é o povo.

Tem algum ritual com o café e quantos bebe por dia?

Bebo 4 cafés por dia e não mais. Nalguns dias são menos, quando faço alguma prova de café, em que tenho de ter a boca limpa.

E entende que poderá inovar mais no café e ir mais além? De que forma?

Pode inovar-se todos os dias. Inovamos nas cápsulas, onde temos tido uma liderança boa. Temos também produtos com certificação biológica e coisas do género e outros estão ligados a tipos de cooperativas noutros países. Trata-se dum percetual sub-café, preço superior, o que significa umas melhorias em determinado processo à qualidade. Depois, esse café vem com mais de 300/400 dólares de toneladas e todo esse dinheiro vai para uma cooperativa. Faço parte de um grupo que está distribuído, pago uma cota mensal e pensamos, assim, que serve para melhorar as pessoas e o consumo. Portanto, a especialidade deste café depende do gosto de cada um. Aqui, na Delta Cafés, temos sempre gente a estagiar: temos entre 20 a 30 pessoas a fazer estágio nas diversas áreas. Há tanta coisa para fazer bem feito e bonito.

Imagina, nesta década até ao seu centenário, aumentar ainda mais o seu império, superando os números dos 3.400 trabalhadores e das mais de 20 empresas que lidera?

Eu posso dizer que sim, pelo menos está dentro de mim e está, também, aqui dentro deste teto (o seu gabinete de trabalho). Tenho um filho, uma filha, uma nora, quatro netos e já sete bisnetos. Portanto, não duvido que eles querendo continuam, ainda para mais com a cultura do café que aqui existe. E ela existe para lá do próprio café, ao estarmos a falar dele nesta e noutras entrevistas e porque o meu exemplo está muito para além de mim. Tudo isto acarreta responsabilidades e com essas responsabilidades as pessoas não podem falhar. Eu não estou a falhar nem falharei. Temos consciência que a gente aumente, mas é provável que haja também o aumento de custos e de responsabilidades. É aqui que nem todos pensam em aumentar: a responsabilidade. Porque com a desgraça que temos tido todos, e em que muita gente deixou este mundo, não se pensou antes em fazer melhor e o mundo foi e vai cedendo, mais e mais. Com o 25 de Abril pensávamos que ia ser tudo melhor, mas não foi! Há muita gente que vive melhor, mas também há muita gente com carências, que vive pior.

 Quais são aquelas dinâmicas e tarefas diárias imprescindíveis para si,  tanto pessoais como profissionais – dado que se mantém no ativo –,  que sente necessidade e prazer em cumprir?

 Eu trabalho já desportivamente, por isso não vou parar. Só paro quando a  divina Providência e Deus me mandarem para o outro lado. E isso deve-se a não me ter habituado a andar a passear, não tirei realmente partido disso com a minha mulher. Faço aquilo que me faz feliz à mi- nha maneira e é continuar a estar aqui, que sou útil. Vou à fábrica várias vezes: ainda hoje fui. Penso continuar, mas não obrigando os meus a tomarem uma atitude que não seja sensata ou que não caia bem na maneira deles pensarem.

A propósito, disse há três anos numa entrevista que trabalharia até os 95: mantém esse desejo?

Sim, absolutamente.

Além de empresário foi também autarca por uns 10 anos. O que é que mais aprendeu e desaprendeu, antes e depois do 25 de Abril, enquanto presidente da Câmara deste município?

Eu, na Câmara, fui sempre útil. Porque quando ela não tinha meios eu punha os meus ao serviço. Não era com dinheiro, mas era com transportes e com outras situações, etc.. De forma que fui um autarca convidado para as funções e as coisas corriam bem. Naquela altura era assim, mas depois do 25 de Abril já não havia convite. Mas voltei com as eleições de 1976, até vir embora nos anos 80, porque o povo me quis lá. Ainda hoje sou uma pessoa influente na terra e conheço muitos autarcas do país.

Podemos concluir que se aborreceu e entristeceu com a política, pelo facto de não ter aceite mais nenhum cargo alusivo desde 1986?

Não, porque eu gostaria de trabalhar ao contrário. Ou seja, não com o salário que nunca levantei e que ficou sempre para quem estava carente – por isso não era com política –, mas com o trabalho numa empresa que eu já tinha. A certa altura, eu fui o único português de Campo Maior que tinha entrado na presidência da Câmara com o nível social dos homens da lavoura. E só isso me chegava para ficar muito satisfeito.

Tem ainda tempo para ser cônsul honorário regional de Espanha. Como tem sido esta missão e que resultados tem obtido?

Isso foi uma homenagem que os espanhóis me prestaram, porque Espanha trabalha bem com os nossos cafés. Eu também ajudei lá no pós-guerra civil. Havia gente que vivia muito mal e eu dava-lhe aqui crédito para poderem levar produtos à sua família, alguns bens de consumo e de alimentação. Desse modo, recebi uma das maiores distinções atribuídas por Espanha – por indicação do Rei –, a «Comenda da Ordem de Isabel a Católica», como tive muitas medalhas, etc.. Isto não se trata de vaidade, porque eu não gosto de vaidade. É um caso simples, um caso de uma região do país. A Espanha tem uma amizade grandíssima: gente amiga que considero e que eles consideram.

Na Universidade de Évora possui uma Cátedra com o seu nome destinada à área da biodiversidade. Como é que esta o preocupa? Acha que a nossa sobrevivência no planeta está em risco, por “um fio”?
Não, não acho. As pessoas têm que ter a sua cultura própria e, aí, eu fui atrás da cultura de quem ma veio pedir e eu fiquei lá. E ela está afuncionar, mas já sem a minha ajuda. Na altura, surgiu porque começou a ter saída a questão do rio Guadiana com a barragem do Alqueva.

Ao ser uma pessoa crente, acreditando em Deus – que foi evocando já nesta entrevista –, acredita na vida para além da morte? Ou pensa que a vida é “só isto”, na Terra?

Eu penso que isso não dá muito para pensar: só quando lá chegarmos é que somos capazes de dizer alguma coisa (risos). Realmente sou um crente, porque alguma coisa nos domina e nós, também, temos que acreditar. Há uma educação criada na nossa sociedade e, lá está, se todo o mundo vivesse bem, muito ou pouco seria por Deus, nosso Senhor. Agora, como há muita gente que não vive bem, mas vive mal, há então descrença.

As palavras são poderosas, ora bondosas ora dolorosas. Quais aquelas que lhe dirigiram há muitos anos, mas que lhe ficaram sempre no coração e jamais esquecerá?

Tenho dificuldades em recordar. Mas tenho recebido tanta mensagem bonita e de tanta gente. Lembro-me que em criança eu já fazia muita coisa pelas pessoas. As vizinhas da minha mãe esperavam que eu chegasse a casa para fazer algum trabalhinho, nem que fosse para comprar qualquer coisa à mercearia. Quando eu chegava, elas diziam-me sempre que eu era um gaiato fora de série, sempre disponível. Outros diziam: “Este rapaz vai ser um homem sério, vai crescer e vai triunfar”, isso ouvi muitas vezes.

Para terminar uma mensagem final positiva para os nossos leitores. Olhando para a vida obra e personalidade do senhor Comendador vê-se notoriamente que respira felicidade. Que conselhos dá para se ser sempre feliz?

Aconselho o seguinte: haja proximidade, pois há muitas pessoas que se dão mal por falta dela; não se deixe para amanhã o que pode ser feito hoje, na parte de bem viver; não podemos pensar em nós sem pensar nos outros, seja quem for; acreditar que devemos estar disponíveis e trabalharmos bem, servindo bem, com cultura e educação. E a minha cultura é a quarta classe. Mais um bom conselho é saber estar na vida e dar exemplos suficientes para que nos possam seguir: isso é a melhor coisa que há. ■

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