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Sábado, Outubro 16, 2021

No Silêncio dos Moinhos

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Na noite de 28 de agosto, tendo como cenário e som, a Fauna e Flora dos Moinhos de Jancido, Paulo Ferreira, realizador e fotógrafo gondomarense, apresentou o seu recente trabalho intitulado “No Silêncio dos Moinhos”. Uma obra que pretende retratar e enaltecer a Fauna e Flora local. O intuito é chamar a atenção para o que mais de valioso temos: a Natureza.

Foram necessários dois anos para que, Paulo Ferreira visse um dos seus trabalhos mais especiais a ficar concluído. Um trabalho árduo, de longas horas, que colmatou num documentário de aproximadamente 40 minutos.

A narração ficou à responsabilidade de Eduardo Rêgo. Quanto à banda sonora do documentário a autoria é de Miguel Berkemeier, e no que concerne aos matérias de divulgação do documentário a responsabilidade das obras é de Marisa Silva. Miguel e Marisa marcaram presença na noite, sendo que para além do som da natureza, Miguel contemplou os presentes com um momento musical ao som do seu violino. 

Como anfitriões do evento tivemos o grupo dos Rapazes de Jancido, que representados por António Gonçalves, aproveitaram o momento para enaltecer o trabalho realizado por Paulo Ferreira, durante estes dois anos: “O facto é que ele conseguiu ver o que nós, que andamos cá há tantos anos, nunca conseguimos ver. De facto, ele consegue ver além do que nós vemos. Ele ajudou-nos a ver coisas que antes, não víamos, ele chegou aqui e venceu. Venceu porque ele conseguiu mudar alguns estigmas que nós tínhamos relativamente à preservação deste espaço”.

O Presidente da Autarquia, Marco Martins, foi um dos convidados da noite e, no seu discurso, fez questão de enaltecer o trabalho realizado pelos Rapazes de Jancido e por Paulo Ferreira, na questão da preservação e valorização do território dos Moinhos: “A minha palavra é apenas e só de felicitar pela obra que fazem aqui. Há pouco já tive a oportunidade de referir e enaltecer, todo o trabalho que têm feito e que ajudou a colocar Foz do Sousa e Gondomar no mapa”.

No seu discurso, Marco Martins, referiu o seguinte: “Uma palavra para Paulo Ferreira, porque já tive a oportunidade de ver um excerto do documentário e, apenas refiro que a única forma de descrever este trabalho é referindo que, isto está melhor do que o National Geogaphic, por isso, Paulo, Parabéns!’’. 

Sobre o documentário, o edil acrescentou ainda o seguinte: “A Câmara Municipal irá associar-se e vai apoiar este documentário para que mais uma vez levemos o que Gondomar e Foz do Sousa tem de melhor e de facto, aqui, os Moinhos são uma grande referência”. 

Paulo Ferreira adiantou ainda na apresentação que é possível, que no futuro, o documentário passe na televisão e que provavelmente, irá candidatar-se a mais concursos internacionais, sempre com o objetivo de demonstrar o que a natureza tem de melhor e passar a mensagem de que devemos preservá-la e respeitá-la. 

O realizador aproveitou ainda o momento para presentear as mulheres dos Rapazes de Jancido que estavam presentes na cerimónia, com uma peça de ourivesaria. 

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  1. A cerca do documentário “No Silêncio dos Moinhos” simplesmente, digo:
    No Silêncio e no escuro daquela memorável noite de sábado,
    rodeada por uma das mais belas paisagens naturais que conheço e aconpanhada por gente incrível, pessoas maravilhosas que se encontravam estagnadas à espera do que passaria de seguida. Que imagem seria? Que narrativa a acompanharia?
    Rapidamente me fascinei e me entreguei na totalidade ao belíssimo documentário realizado pelo ilustre gondomarense Paulo Ferreira.
    Faço saber que quando tenho o previlegio de ser convidada para algo, quase sempre crio suberbas expetativas, tenho tendência a elevar a fasquia, o que por vezes faz com que no final me sinta desiludida.
    Na verdade, a noite de
    28/08/ 2021 ficará na minha memória como sendo aquela, uma das poucas que superou a minha , já prévia e elevadíssima expectativa.
    Este documentário fez- me sentir tão… perante a grandeza da natureza e toda a sua biodiversidade.
    “Enfeitiçada” pelas constantes maravilhas que me preenchiam a alma, enriqueciam o coração e recheavam a mente de novos e pertinentes conhecimentos. Estava sempre à espera de poder ver mais. A noite prolongou-se, mas sinceramente nem sequer me apercebi, teria ficado ali, outros tantos minutos a saborear toda a riqueza da natureza.
    A magia de cada instante, trazia consigo a paz de espírito, um sentimento que apenas pode ser sentido com a alma.
    Em pleno silêncio, tal como o momento exigia, por momentos senti que estava tão próxima de tudo o que os meus olhos observavam. A melodia em que me deixei embalar juntamente com os sons únicos que só ela e apenas ela, a diversidade da natureza nos pode dar e encantar.
    Senti-me embalada, de coração cheio, ficava naquele mesmo local a ver vezes sem fim o deslumbrante documentário com que o ilustre gondomarense, Paulo Ferreira nos presenteou.
    Recordarei um público atento a sentir cada palavra narrada.
    Sentir, viver e entrar naquele mundo tão único, real e natural foi perceber o quão longínquo pode o homem estar de tudo o que há de mais belo na natureza, se não a quiser amar e preservar.

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