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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

Gondomar acolhe Acampamento Lunar

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Uma atividade inovadora e diferente que teve como intuito desenvolver os conhecimentos dos alunos. O projeto Acampamento Lunar foi organizado no âmbito da comemoração da Semana Mundial do Espaço e contou com a participação de aproximadamente uma centena de alunos do ensino Básico do concelho. Estivemos à conversa com Ana Noronha, Diretora Executiva do Centro de Ciência Viva, que nos adiantou todos os detalhes deste projeto.

Um projeto piloto iniciado em Lisboa -com feedback positivo- chegou a Gondomar através de um desafio proposto pelo Agrupamento de Escolas de Gondomar. Segundo Lília Siva, a adesão por parte dos alunos superou as expectativas. Inicialmente, os organizadores contavam com apenas 40 inscrições e ao fim de 24h, somavam cerca de 100, o que implicou ao estabelecimento de ensino a reformular toda a logística inicialmente delineada. Para Lília é essencial que os alunos aprendam,“Para além da sala de aula. Estes projetos são fundamentais porque estimula a aprendizagem dos nossos alunos. É o apreender fazendo, que é aquilo que nós queremos e que estamos a desenvolver aqui no Agrupamento”. A responsável explica que os alunos que aderiram à atividade são do 3º ciclo, que no caso, só tem aulas no turno da manhã, assim “Eles vieram à iniciativa porque quiseram mesmo vir”.

O processo de inscrição era simples, os alunos da ação social não pagavam nada, os restantes pagavam um valor simbólico que era convertido para o pagamento da alimentação. À chegada, no check-in eram entregues a cada participante uma ficha com uma cor, destinado a formação dos grupos. Ana Noronha, explicou-nos o funcionamento do programa do Acampamento Lunar, assim as atividades estão dividas em várias vertentes: “A construção e utilização de antenas para manter a comunicação via rádio entre a Lua e a Terra, entre a base lunar e as saídas ao exterior. A saúde física e mental num ambiente de microgravidade, onde estudamos como é que é, o trabalho de equipa e a saúde mental, numa longa viagem de permanência no espaço. Para esse efeito, temos uma colaboração com o centro de psicologia da Universidade do Porto, para fazer essa dinâmica; a exploração de métodos de hidroponia (técnica de cultivar plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva); o desenho e impressão 3D de bases lunares (moon shelter), onde eles vão desenhar e depois com o apoio de uma empresa de impressão 3D, que é a Be creative, eles vão imprimir estes protótipos que os alunos estão a desenhar; as atividades com Extravehicular Activities (EVA)”.

Para além destes pontos, sob a coordenação do astrónomo Máximo Ferreira, diretor do Centro de Ciência Viva de Constância, realizou-se observações do céu noturno com diferentes telescópios. Todos os trabalhos desenvolvidos pelos alunos foram apresentado aos Encarregados de Educação. Para a diretora da escola, “Assim, os pais têm a possibilidade de ver o trabalho que os filhos desenvolveram. A minha ideia é mesmo esta, é envolver os pais nas aprendizagens, é responsabilizá-los e cativá-los para a escola, para as partes boas que a escola tem.”

Quanto ao futuro, Lília explica que quanto ao futuro, pretendem realizar mais trabalhos dentro deste âmbito. A 2ª edição do evento foi organizado pelo Agrupamento de Escolas de Gondomar nº1, em parceria com uma equipa do European Space Education Resources Office de Portugal (ESERO Portugal), programa educativo da Agência Espacial Europeia (ESA) e com o Ciência Viva. ■

Camila Silva, 8º ano, aluna da Escola Secundária de Gondomar

“Eu tomei conhecimento deste projeto através da minha diretora de turma, Bárbara Ferreira. Logo, quis participar porque achei que fosse uma oportunidade interessante e que provavelmente, poderia divertir-me e aprender mais. Até ao momento, o cientista mostrou-nos uma foto da lua e tivemos a examinar algumas coisas e mais recentemente, tivemos a realizar uma experiência utilizando a alface. Supostamente, estivemos a estudar como é que seria plantar vegetação na lua. Se no futuro este projeto acontecesse novamente, eu recomendaria às pessoas”.

Mariana Rocha, 9º ano, aluna da Escola Secundária de Gondomar

Eu considero que este projeto é muito interessante e agora fiquei num grupo em que estamos a falar dos tipos de rochas existentes na lua. Sempre considerei esta parte do espaço interessante. Nunca pensei muito nesta questão de viajar para o espaço, mas é diferente, porque na minha opinião, é necessário expandir o nosso conhecimento. Na minha perspetiva, considero que nós acabamos por reter mais coisas, mais informações, porque a prática é mais fácil de compreender. Para mim, este tipo de iniciativas deveriam repetir-se.

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