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Quinta-feira, Dezembro 1, 2022

Piscinas de Rio Tinto reabertas brevemente

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Está para muito breve a reabertura da piscina municipal de Rio Tinto, revelou-nos o vereador do desporto, José Fernando Moreira. O responsável acrescentou ainda que todas as sete piscinas estão a ser intervencionadas com o intuito de reduzir o consumo da água e de energia. Esta é uma obra que rondou os 500 mil euros.

No início do seu mandato neste pelouro, José Fernando Moreira, juntamente com a sua equipa, procurou realizar uma análise aos consumos energéticos associados às instalações desportivas que incorporam as piscinas. Desde logo, detetaram consumos elevados de gás e eletricidade, assim como um substancial consumo de água.

Perante a atual conjuntura e os objetivos para o futuro da sustentabilidade, mais concretamente inserido na Agenda 2030 sobre o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o responsável explica que, dado os resultados da análise, procuraram implementar medidas para a redução dos custos e melhorar a eficiência energética.

Assim sendo, foram feitos esforços para colocar as sete piscinas em pleno funcionamento com caldeiras em Biomassa: “Arrisco-me a dizer que no país, devemos ser dos únicos concelhos com piscinas que funcionam com estas caldeiras”. Agora, estão em fase de aquisição os sistemas de iluminação Led. O autarca adiante que, foi ainda alterado nas sete piscinas o sistema de retorno das águas de chuveiro e lava pés, de modo a evitar ainda mais desperdícios. Com o mesmo objetivo, foi colocado economizadores de água nos chuveiros das piscinas.

O autarca começa por assumir a critica do tempo de encerramento das piscinas de Fânzeres e de Rio Tinto e explica que, quando tomou posse, podia ter aberto as instalações apenas com as obras de reabilitação, no entanto, não considerou a decisão mais acertada: “Assumo que estas piscinas estão há demasiado tempo encerradas. Não vale a pena dizer outra coisa. Compreendo as várias situações, como o covid, a guerra e a dificuldade de encontrar mão de obra e matéria prima. Contudo, quando tomei posse e procurei perceber o que estava a acontecer nas piscinas de Rio Tinto, por exemplo, percebi que abri-las só com uma obra de reabilitação na área da construção civil era muito pouco, porque a parte hidráulica estava obsoleto”.

“Com o atraso nas obras já iniciadas nas piscinas de Rio Tinto, fomos a tempo de introduzir mais umas alterações e tenho o orgulho de dizer que, muito em breve, as piscinas desta freguesia irão reabrir, com a casa das máquinas bastante mais moderna e mais eficiente”

No entender do executivo, era necessário realizar uma reabilitação de raíz, respeitando os objetivos: “Nesse sentido, neste momento, estamos a realizar uma reabilitação dos tanques, tanto no grande, como no pequeno. Estamos, inclusivamente a impermeabilizá-los e a colocar pastilhas completamente novas para evitar perdas de água. Queríamos que as pessoas quando voltassem a utilizar as piscinas sentissem que estavam numa casa nova, mais sustentável e mais eficiente”. O mesmo adianta que, o executivo está a realizar um esforço financeiro para que todas as piscinas do concelho sejam mais eficientes e sustentáveis.

“Quanto às piscinas de Fânzeres, elas tem um problema estruturante, por uma questão de segurança, automaticamente, fechou-se as piscinas. Na altura fizemos um levantamento e neste momento, estamos na fase das especialidades de arquitetura e de engenharia. Está em fase final. Agora, vamos fazer de tudo para que a fase de obra não seja tão demorada como foram as de Rio Tinto. Estamos a rever toda a parte hidráulica, assim como a eficiência hídrica. Nesta fase ainda é prematuro para estar a comprometer-me com prazos”, revela.

“Na nossa análise concluímos que Gondomar tem piscinas com boas estruturas apenas tem falta de manutenção cuidadosa. Outra lacuna que tínhamos era a falta de inovação de serviços para atrair diversos públicos com diversas faixas etárias. Nesse sentido, pretendemos implementar nas nossas piscinas várias atividades. Queremos oferecer aos gondomarenses mais qualidade dos serviços e diversificar as ofertas”, explica o responsável.

Nesse sentido, o vereador sublinha que o município “não pode ter piscinas com tantos custos, para depois estarem fechadas por falta de pessoas. É nessa linha que, brevemente, vamos introduzir novas modalidades tais como Aquapilates, Aquacombate, Aquafit, vamos ter ainda uma piscina com o foco na terapia, onde funcionará como um centro terapêutico, com hidroterapia, fisioterapia aquática, massagens terapêuticas, circuito terapêutico e funcional, entre outras variantes associadas ao relaxamento, recuperação e bem-estar. Pretendemos ainda vocacionar uma outra piscina para a perda de peso e tonificação, onde será ainda criado um gabinete de avaliação e prescrição de exercícios, bem como um gabinete de aconselhamento nutricional”.

“A aposta nestas ações permitirá ao municipio não só uma redução na fatura energética anual, mas também a oferta de um estilo de vida mais sustentável e saudável aos nossos munícipes”, acrescenta.

Resumindo, com as obras de inovação realizadas e aliado à melhoria da qualidade nos serviços, à maior diversidade de oferta de modalidades e à contratação de professores mais qualificados, com formação constante, o principal objetivo para estas sete piscinas é torná-las mais atrativas para as várias faixas etárias. ■

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