Francisco Laranjeira: “Sozinho não consigo fazer nada, em equipa eu consigo fazer tudo”

Um dia com o presidente da Junta de Freguesia de Baguim do Monte

Para o presidente da Junta de Freguesia de Baguim do Monte, Francisco Laranjeira, o dia começa cedo. Entre as 8h30 e as 9h chega àquela que é a sua segunda casa (e muitas vezes primeira) desde 2017: a Junta de Freguesia. A primeira tarefa do dia já se tornou um hábito e é no seu gabinete que o presidente “despacha todo o expediente”. De seguida, dirige-se aos armazéns onde orienta o pessoal de rua e os encarrega dos serviços a serem feitos. Ainda na Junta e após acabar o expediente, Francisco Laranjeira procura resolver os problemas dos baguinenses que buscam o seu auxílio, sendo que o dia próprio para o atendimento é à terça-feira onde atende cerca de 8 pessoas, sobretudo na parte da tarde, mas mesmo em outros dias e até na rua, o autarca procura dar resposta às situações que possam aparecer. “Quando eu cheguei aqui eu disse: vou endireitar a casa à minha maneira”, referiu Francisco Laranjeira, e a verdade é que na própria Junta de Freguesia já se começa a denotar a marca do seu presidente, sobretudo nas vertentes do ambiente e da mobilidade. “Já reduzimos uma grande parte de papel e a nossa meta é reduzir em 70% o papel. Nós gastávamos muita papelada aqui em burocracias, mas já estamos a ter sucesso em reduções e a ir para a parte informática para servir com maior qualidade”. Também na parte exterior da Junta, é visível a aposta na mobilidade através do arranjo de passeios e na melhoria da acessibilidade para pessoas com deficiência e na questão ambiental, através da plantação de flores e plantas que necessitem de pouca água espalhadas um pouco por toda a cidade, de forma a serem amigos do ambiente.

Visita de Trabalho promovida por Francisco Laranjeira

A nossa próxima paragem fica a pouca distância da Junta de Freguesia. O Largo de São Brás, um dos principais pontos centrais da freguesia está a merecer uma aposta forte por parte de Francisco Laranjeira. “O Largo de São Brás foi desenhado uma grande parte por nós. A ideia base partiu daqui, em que tivemos um debate público e depois seguiu para o gabinete da Câmara que capultaram as nossas ideias”. Apesar de ser uma obra que já vai no seu terceiro concurso público, o autarca baguinense manifestou a sua vontade de concretizar o que tem idealizado. “No Largo de São Brás, que agora foi a concurso por 660 mil euros, estamos à espera que apareça algum empreiteiro para o fazer, que é um dos centros que vai ligar as ruas todas que estamos a fazer. Iremos fazer a rua de São Brás, a Travessa de São Brás, iremos fazer a rua D. António Castro Meireles com passeios para o ano, queremos fazer a Rua da Carreira na sua totalidade e que já foi a concurso”.

Uma das rotinas que faz parte das funções de Francisco Laranjeira enquanto presidente da Junta de Freguesia, é a de deslocar-se às obras para ver como estão a decorrer os trabalhos. “Nestes dois anos eu considero-me muito satisfeito com o trabalho até aqui. Baguim do Monte está de parabéns em relação às obras que têm sido feitas, mas claro que gostaria fazer ainda mais”, adiantou. No seguimento da aposta na mobilidade, a intervenção nas ruas tem merecido especial destaque e Francisco Laranjeira enumerou algumas das ruas intervencionadas ao longo dos dois anos de mandato. “Fizemos a Rua das Covas, fizemos a Rua do Outeiro, a Travessa do Outeiro, fizemos travessa Neves Casal, a Rua Padre Domingos Baião, ajeitamos ao lado da Rua D. António Castro Meireles, arranjamos a rua do Baixinho na entrada e no meio, a rua Fonte do Linhar, na rua do Paço. Também abrimos uma parte substancial dos trilhos onde já passaram mais de duas mil pessoas pelos trilhos e ainda queremos aumentar”. Ainda na senda de visitar os locais intervencionados, fizemos uma paragem na Rua das Papainhas, um dos locais que engloba os mais de 2200 metros de passeios já feitos. Francisco Laranjeira percorre os metros de rua intervencionados ao mesmo tempo que discute com os funcionários da obra acerca do que já foi feito e do que ainda falta fazer. As obras na Rua das Papainhas é um dos exemplos da forte sintonia entre a Junta de Freguesia de Baguim do Monte e a Câmara Municipal de Gondomar, que se manifesta no apoio em materiais e na parceria a respeito da mão de obra. “Temos intervenções de ruas e as pequenas reparações que têm sido feitas tem sido em parceria entre a Câmara e a Junta que tem funcionado muito bem e tem havido uma boa sintonia desde os materiais que nos fazem chegar e a equipa está a trabalhar em pleno”.

Francisco Laranjeira na Rua das Papainhas

Com o decorrer do dia chegamos a uma das principais bandeiras a ser cumprida no mandato de Francisco Laranjeira: as obras no cemitério. Ainda antes de abrir os imponentes portões brancos renovados, o autarca elucidou acerca do trabalho invisível englobado na intervenção forte no cemitério. “Acabamos com as taxas de enterramentos porque qualquer pessoa fora da freguesia tinha de pagar mil euros para ser enterrado em Baguim e nós eliminamos essa taxa. Pusemos ainda um valor correto de remissões para todos, tanto para fora da freguesia como dentro da freguesia, em que toda a gente paga igual”. Ao entrarmos no cemitério, uma senhora dirige-se a Francisco Laranjeira e diz “isto está mesmo bonito, Sr. Presidente”. O mesmo não disfarça o orgulho sentido na obra, ao mesmo tempo que apresenta todos os pontos que já foram, estão a ser e ainda vão ser intervencionados. “Estamos a recuperar as campas com vigas de betão e a cimentá-las, que é um trabalho muito complexo porque nós fazemos intervenção sem tirar as campas. Trabalhamos por baixo das campas com o pessoal que nós temos. Vamos continuar neste mandato a deixar o cemitério na sua totalidade pintado, iremos fazer a primeira fase toda ela cimentada, a intervenção que fizemos na parte das crianças ficou com mais dignidade, as portas que fizemos no cemitério estão com um design fabuloso e também iremos intervir na capela mortuária em que vamos fazer uma intervenção para requalificá-la. Reflorestamos todos os pontos e um furo artesanal para a poupança da água”. Contudo, o principal ponto de destaque de todas as intervenções no cemitério surge no fim de percorrer a extensa avenida ladeada por cedros italianos, onde encontramos o “Painel do Infinito”, em que estão colocados 800 azulejos pintados à mão. “Para fazer o “Painel do Infinito” eu comecei a pedir opiniões às pessoas, entre os quais o padre da freguesia, que me abriu algumas portas e que me deu alguns tópicos e eu, com os tópicos que ele me deu, peguei nisto, desenhei e falei com uma empresa”. Em relação ao painel propriamente dito, Francisco Laranjeira procedeu à explicação da imagem à nossa frente e como selecionou cada elemento de forma a não chocar com as religiões das pessoas. “As pombas simbolizam tanto a paz como o Espírito Santo, a religião católica pode interpretar como o Espírito Santo e para as outras pessoas pode simbolizar a paz. Aqui não são anjos, são Serafins que estão a deixar cair flores e a dar-nos vida, em que um está com os olhos fechados e o outro com os olhos abertos. A queda de água para mim significa o batismo, como Jesus Cristo foi batizado no Jordão. Depois temos o jardim e a Paz, em que temos o símbolo do Jardim das Oliveiras, onde Jesus fez a última pregação. Depois temos o Sol e à noite temos a Lua, que para quem vier aqui à noite vê a Lua espelhar no rio, através de jogos de luzes com os holofotes”.

Cemitério de Baguim intervencionado

De regresso à Junta de Freguesia, Francisco Laranjeira fez um balanço daquilo que foi o dia e que reflete o trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos dois anos de mandato, relembrando o acordo que fez com a Câmara de programação de obras. “A minha visão foi pegar numa visão mais de mobilidade, de ambiente e dar uma volta muito forte ao cemitério e fazermos aquilo que tínhamos prometido na campanha. As obras que o Partido Socialista apresentou na campanha foram as obras validadas para este mandato e ele está a ser cumprido religiosamente”. Para o presidente da Junta, a Câmara Municipal de Gondomar “está a virar-se para Baguim do Monte” e esse apoio manifesta-se através de um investimento entre as duas autarquias que irá aos 7 milhões de euros. “Penso que vamos fazer história neste mandato. Iremos fazer uma série de investimentos que estão à vista de toda gente. Se Baguim do Monte tivesse este investimento nos últimos anos como tem havido agora, se calhar hoje estávamos melhor. Agora a população tem que perceber que não podemos fazer tudo agora em 2 ou em 4 anos”.

No que diz respeito à marca e legado que o nome Francisco Laranjeira possa ter na freguesia, o próprio preferiu destacar o trabalho de toda a sua equipa que o tem acompanhado e apoiado ao longo dos dois anos de mandato. “Eu digo sempre: “Sozinho não consigo fazer nada, em equipa eu consigo fazer tudo”. Trabalho sempre numa base de equipa e desde os meus colegas de executivo, desde o engenheiro da Câmara, desde os funcionários da Junta trabalhamos todos em conjunto e com esse conjunto fica uma marca e quem dá a cara costumo ser eu. Nesse aspeto nunca é o Francisco Laranjeira, mas sim uma equipa que está atrás de mim e que me dá um grande apoio para nós fazermos esse trabalho”.

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