A pandemia no setor artístico com Marante

O VivaCidade esteve à conversa com o cantor Marante, integrante da banda dos Diapasão, que nos revelou todos os detalhes de como os artistas tem vivido estes últimos tempos de pandemia. Foi a partir do dia 14 de março que a realidade mudou, o cantor conta que desde o início da pandemia foram cancelados, aproximadamente 60 espetáculos nacionais, bem como internacionais. “Esta situação afetou toda a gente, todos os intervenientes de espetáculos ao ar livre”.

Para um músico como o Marante o verão de 2020 decorreu de forma atípica nunca na sua carreia presenciou similar situação. Segundo o cantor, os populares ficaram sem o gosto de sentir a música e pelo outro lado o músico, viu as despesas aumentar porque um artista não é só um cantor, no caso do Marante, há uma equipa de 16 pessoas, em que todos os ordenados têm de ser pagos.

No caso dos Diapasão todos os músicos recebem o mesmo “os músicos não tiveram mais nenhuma rentabilidade e isto é como tudo na vida quando nós tiramos e não colocamos ficamos sem nada, tem sido difícil porque as despesas são as mesmas, eu não pedi nada a ninguém, nem coloquei ninguém em lay-off, mensalmente tenho as minhas despesas e tenho cumprido com elas”, o cantor revela que estava preparado para alguma eventualidade “porque nunca sabemos o que pode acontecer amanhã ou depois”, mas o prejuízo já ronda a casa dos 20/30 mil euros “porque isto é uma banda, não é um cantor individual e só assim é que se consegue levar uma banda de 40 anos, eles trabalham tanto como eu. Se eu ganho um cache é igual para eles. Não quero desigualdades, sempre foi assim e sempre assim será’’.

A sua premissa nestes últimos meses tem sido viver um dia de cada vez ‘’já compus desde março umas 60 músicas e já fiz umas para outros artistas que já foram gravadas’’ o artista conta que saiu agora em julho um CD, que já está disponível.

O cantor revela que no dia 10 de outubro teve o seu primeiro espetáculo desde o início da pandemia, o local do evento foi num recinto fechado, “a casa tinha todas as condições para realizar um espetáculo”. Marante explica que mesmo nestas condições não podemos adivinhar o perigo, mas para o cantor nada se compara a um espetáculo ao ar livre “é mais saudável”.

O cantor aproveitou o momento da entrevista para deixar uma mensagem aos gondomarenses: “Deixo a minha palavra de apreço e de agradecimento a todos os fãs do diapasão e do Marante, continuem a acreditar em nós, porque isto vai passar, nós vamos ficar bem e vai voltar tudo à normalidade, vai custar, mas vamos voltar a encontrar-nos nas festas da cidade de Gondomar, Porto, de Vila Real, de Bragança, do Algarve, em todo o lado e o apelo que deixo é que durante algum tempo cuidem-se que é muito importante e acima de tudo que possam fazer dentro do possível tudo aquilo que faziam antes, não deixem de fazer o que faziam porque isso também é um travão muito grande, mas sempre dentro das regras implementadas, porque isto vai passar e vamos voltar a ficar bem. No que diz respeito à música, acreditem na música portuguesa porque ela é boa, temos boa música e bons artistas e ouçam sempre a nossa musica portuguesa”.

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