Adelina Rosa: “Decidi transformar estas histórias intemporais em poesia”

Adelina Rosa, autora do livro "O Alfabeto dos Sentimentos" / Foto: Pedro Santos Ferreira

Adelina Rosa, autora do livro “O Alfabeto dos Sentimentos” / Foto: Pedro Santos Ferreira

Aos 65 anos, Adelina Rosa, reformada, é autora de quatro livros para o público infanto-juvenil. Tudo começou por brincadeira, em 2012, com a recriação das primeiras histórias infantis em poemas rimados e, desde então, nunca mais parou. O Vivacidade entrevistou a autora a propósito do mais recente livro, o “Alfabeto dos Sentimentos”.

O que a levou a frequentar a Universidade Sénior de Gondomar (USG)?
Fiquei desempregada no ano 2000 e dois anos depois decidi inscrever-me na USG. Além disso, tornei-me voluntária na Maternidade Júlio Dinis, do Centro Hospitalar do Porto. Foi assim que decidi ocupar os meus tempos livres e acabei por dedicar-me mais à escrita, que é um dos meus passatempos preferidos. Sempre escrevi sobre os momentos mais marcantes da minha vida e um dia, enquanto lia “A Bela e o Monstro” à minha neta, decidi transformar essas histórias intemporais em poesia.

Porquê poesia?
Porque sempre achei que as crianças não olhavam para a poesia como algo bonito. Para chegar a elas e para que começassem a gostar de poesia, a melhor opção seria começar com estas histórias.
O primeiro livro acabou por ser intitulado “A Bela e o Monstro”, mas conta com outros contos deste género.

Quando é que percebeu que poderia editar um livro com essas histórias?
Procurei reunir diferentes histórias no mesmo livro, apresentei os meus trabalhos à editora “Lugar da Palavra” e a proposta foi imediatamente aceite. Em outubro de 2013, foi editado o meu primeiro livro.

É fácil transportar estas histórias para a poesia?
Reconheço que tenho alguma facilidade em escrever poesia, mas há passagens que demoram um minutos e outras que demoram meia-hora a serem escritas. Nem sempre encontramos as palavras certas.

Entretanto, lançou já o segundo e terceiro livros de histórias infantis…
Sim, tenho publicado um livro por ano. O “Principezinho” já está na 2ª edição e foi lançado em simultâneo com o mais recente trabalho, o “Alfabeto dos Sentimentos”, que é dirigido a um público mais infantil.

O que podemos encontrar nesta última publicação?
O objetivo foi criar um livro, novamente através da poesia, que ajudasse a ensinar o alfabeto aos mais novos, enquanto lhes ensinava valores morais em simultâneo.Tenho feito a apresentação dos dois livros nas escolas, colégios e bibliotecas.

Curiosamente assina como “Aline”. Porquê?
Essa assinatura surge por brincadeira de uns amigos lisboetas que decidiram começar a tratar-me dessa forma. Achei engraçado e adotei essa alcunha.

Há um novo trabalho a caminho…
Sim, que já está na editora. É a continuação de novas histórias em poesia e será o 4.º livro dessa série.

Onde podemos encontrar os seus livros à venda?
Estes livros podem ser encontrados nas principais livrarias ou encomendados à editora. Além disso, estão também à venda nas bibliotecas escolares.

Bibliografia de Adelina Rosa:
“A Bela e o Monstro e outros contos mágicos recriados em verso” – 2012;
“A casinha de chocolate e outros contos mágicos recriados em verso” –2014;
“O Principezinho e outras histórias de princesas” – 2015;
“Alfabeto dos Sentimentos” – 2016;

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