Adolescente gondomarense fica com 99% de incapacidade após cirurgia com 99,9% de sucesso

Maria do Céu tem 17 anos e precisa de ajuda / Direitos Reservados

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Estudava na Escola Secundária de Gondomar e queria ser advogada. A professora, Manuela Oliveira, soube na sua aula que Maria do Céu iria ser operada ao coração. A cirurgia com taxa de sucesso de 99,9% acabou mal e a adolescente ficou incapacitada em 99%. Os pais querem justiça e Maria do Céu alguma ajuda.

Maria do Céu tem 17 anos e descobriu que tinha um sopro cardíaco que necessitava de intervenção. A cirurgia, realizada em fevereiro e aparentemente simples, teria como objetivo fechar um pequeno buraco de 2 cm que a adolescente tinha no coração. A operação não correu bem e, segundo o pai, a paciente terá ficado sem oxigénio no cérebro quando uma cânula venosa saiu durante a intervenção, acabando por sofrer um acidente vascular cerebral. Desde então, Maria já esteve internada no Centro de Reabilitação do Norte, em Gaia, e no dia 12 de setembro foi transferida para o Hospital de S. Martinho, em Valongo. Respira através de um tubo colocado na traqueia e é alimenta por uma sonda. Não se movimenta, não comunica mas chora quando vê o pai.

“Uma operação que demorava três horas, demorou sete”, conta ao Vivacidade, Manuel Brito, pai de Maria do Céu. “A minha filha tinha o sopro dos bebés. Fui com ela a uma consulta no S. João e disseram-me que era a operação mais simples que havia e eu quis saber as garantias e os riscos. Disseram-me que o sucesso era de 99,9%. Claro que aceitei. Por volta das 23h do dia 21 de fevereiro, o cirurgião sai do bloco e diz-me que a minha filha lhe tinha dado muitos problemas. Tinha parado a bexiga, os rins e que o coração tinha demorado a funcionar. Depois disse-me que a nossa filha nunca mais ia ser a mesma”, explica emocionado, Manuel Brito. “Depois numa reunião com o neurologista, o mesmo deu 48 horas de vida à minha filha e felizmente já vamos em sete meses”, acrescenta o pai da adolescente. “O que é lamentável é que o S. João agora venha a dizer que não houve negligência médica. Eu acho que a minha filha entrou direita no bloco operatório e tenho esperança de alguma melhora. A minha filha reage! Eu pergunto-lhe se ela sabe que sou o pai dela e ela pisca-me os olhos”, diz ainda comovido, Manuel Brito.

Página de apoio a Maria já conta com 4000 pessoas

“A aluna era de excelência e muito trabalhadora”, revela Manuela Oliveira, professora da Maria no 10.º e 11.º ano que agora gere a página de apoio juntamente com um primo da adolescente. “Como ser humano que sou não podia virar as costas. Aquela família precisava de alguém que tivesse uma presença diferente e que se afastasse algo daquele sofrimento todo e os ajudasse junto da equipa médica e tentar arranjar o melhor para a Maria. Conseguimos uma cama e um colchão e abriu-se uma conta em nome da Maria e dos pais para possíveis donativos. A própria escola vai começar a fazer algumas atividades para angariação de fundos para a Maria”, explica a docente da Escola Secundária de Gondomar.

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