Ala de Nun’Álvares de Gondomar quer voltar ao topo do voleibol

Ala de Gondomar - setembro 2018

O voleibol da Ala sonha com o regresso à primeira divisão / Foto: Tiago Santos Nogueira

Fundado em 1923, o clube “Ala de Nun’Álvares de Gondomar” iniciou-se com um Grupo Coral, sendo que as modalidades de ténis, ténis de mesa e voleibol são, atualmente, a grande montra do clube. Esta última sonha, agora, com o regresso à primeira divisão do voleibol nacional.

O voleibol masculino da Ala de Nun’Álvares de Gondomar foi introduzido em 1943 e o feminino cerca de 20 anos depois. Tornou-se uma referência nacional devido ao seu número de atletas (é o terceiro clube com mais atletas inscritos na Federação Portuguesa de Voleibol) e aos títulos que foi somando nesta modalidade. Entre altos e baixos, Tiago Rocha, treinador dos seniores, e a sua enorme ambição querem, agora, voltar a colocar este clube na mais alta roda do voleibol nacional. “No ano passado iniciamos um projeto em que o objetivo passava por darmos um salto qualitativo e não perdermos os jovens atletas do clube, que são o ouro desta instituição. Fomos buscar alguns reforços importantes e, este ano, queremos subir à primeira divisão”, realçou o técnico de 27 anos. De notar que o reforço mais sonante para a nova época é Manuel Silva, voleibolista gondomarense que conta com mais de 250 internacionalizações. Na origem desta contratação está o trabalho árduo do treinador formado na Ala, que nos contou todo o processo: “Este ano decidi vestir a camisola e angariei, juntamente com alguns atletas, patrocínios na perspetiva de ajudar nos custos e trazer alguns nomes que nos vão acrescentar qualidade”, afirmou Tiago, que ainda foi mais longe ao referir que Manuel Silva é “a imagem do nosso clube, alguém que consideramos muito importante, falei com ele durante cinco meses e esta contratação teve a minha influência, mas o Manuel veio, sobretudo, pelo projeto”.

Questionado sobre o facto de ter no plantel atletas mais velhos e alguns amigos, Tiago Rocha revela que se tornou “normal”. “Acredito que quando existe uma amizade, o respeito é ainda maior. Eu sei que sou um líder, não permito certas atitudes dentro do pavilhão, lá fora sim, mas aqui não. E até à data de hoje não tive qualquer problema”, esclareceu o técnico.

Com um projeto bem idealizado, o voleibol da Ala de Nun’Álvares de Gondomar sonha com a subida à primeira divisão. Para isso, terá que ficar nos cinco primeiros lugares da segunda divisão, apurando-se, posteriormente, para a fase final, onde se junta a equipa vencedora da série dos Açores. O primeiro classificado dessa fase final sobe diretamente à primeira e o segundo classificado disputará um play-off com o penúltimo da primeira divisão. O caminho promete ser longo. Todavia, o foco e a determinação do treinador gondomarense nem por isso são beliscados. “Não faço isto por dinheiro, faço isto por paixão. Faço isto porque gosto muito de voleibol e porque gosto muito da Ala. Enquanto não me sentir concretizado neste clube, não faz sentido procurar outras aventuras. E se não subirmos este ano cá estaremos para o ano a tentar de novo”, concluiu Tiago Rocha.

À conversa com José Neves, um dos diretores do voleibol da Ala de Nun’Álvares, que destacou a importância de “dar passos firmes e consolidados, tentando chegar o mais longe possível na presente época”. “A experiência dos mais velhos é uma mais-valia para a nossa equipa de seniores, que conta com alguns jovens, sendo que temos, igualmente, uma equipa de juniores bastante promissora”, evidenciou José Neves.

De referir que a secção de ténis deste clube iniciou-se um pouco mais tarde, em 1978, e pauta-se não só pelo foco no ensino como também competição, tanto a nível de seniores como nos escalões de formação. Por fim, mas não menos importante – até porque é nesta modalidade que o clube se tem destacado mais a nível nacional e internacional -, foi criada, em 1980, a secção de ténis de mesa, modalidade na qual a Ala de Nun’Álvares esteve representada, pela primeira vez, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, através da sua atleta Shao Jieni. Além dos vários títulos nacionais, qualificações para Campeonatos da Europa e títulos internacionais no World Tour, há, também, uma grande aposta na formação.

Acima de tudo, são os cerca de 500 atletas deste clube que trazem uma intensa atividade cultural e desportiva ao concelho, tendo, por isso, sido reconhecido pelo Município de Gondomar, em 1998, com a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro.

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