Albergues para animais de Rio Tinto e Covelo aguardam conclusão

Canil e Gatil - setembro 2018

A Vivanimal celebrou, em 2017, um acordo com o Município que englobou a cedência do Ecocentro da Granja, em Rio Tinto / Foto: Pedro Santos Ferreira

No mês em que foi implementada a lei do abate zero, que proíbe o abate de animais nos albergues municipais, em Gondomar há dois projetos que aguardam conclusão: o Centro de Acolhimento de Rio Tinto e o Albergue para Animais de Covelo.  

Em Rio Tinto, a Vivanimal, Associação de Defesa dos Animais de Gondomar, anunciou, em novembro do ano passado, a criação de um Centro de Acolhimento para felídeos no terreno do antigo Ecocentro da Granja, após ter celebrado um acordo com a Câmara Municipal para a cedência daquele espaço. Contudo, quase um ano depois, a obra ainda não teve início.

“Inicialmente, o projeto começou a ser feito por um arquiteto do Município de Gondomar. Entretanto, estávamos a concorrer para o material de construção, que nos iria ser cedido em fevereiro. Contudo, a Câmara deixou de se interessar por esse projeto que estava a ser preparado e propôs-nos adquiri-lo por 9400 euros. Logicamente, nós não tínhamos esse valor disponível e tivemos que voltar à estaca zero”, lamenta Emília Silva, responsável da Vivanimal.

A associação, sediada na Rua Guedes de Oliveira, em Rio Tinto, contou depois com a ajuda do arquiteto Nuno Coelho, ex-presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, que se voluntariou para realizar um novo projeto para o Ecocentro da Granja, que prevê uma capacidade de acolhimento até um total de 200 gatos e um número limitado de cães.

“Agora estamos a retomar contactos com o objetivo de conseguirmos o material de construção para iniciarmos a obra. O local reúne as condições que procurávamos, porque está isolado e não incomoda quem nos rodeia. Além disso, podemos rentabilizar o equipamento, aumentar o número de voluntários, organizar iniciativas de angariação de fundos e campanhas de adoção dos nossos animais”, acrescenta.

Ao Vivacidade, Emília Silva reconhece que a Câmara Municipal de Gondomar não se comprometeu com a realização da obra e que apenas se limitou a ceder o espaço.

“Não posso dizer que o Município está a fugir ao compromisso que fizemos, porque eles nunca disseram que iriam ajudar na fase de construção, apenas se comprometeram a ceder o espaço e ele foi cedido em novembro de 2017”, relembra a voluntária da Vivanimal.

Nuno Fonseca, presidente da Junta de Rio Tinto, também se mostra empenhado no avanço da obra porque, afirma, “o projeto agrada, bem como a existência da Vivanimal”. No entanto, o autarca admite que é necessário “outro tipo de apoio” para ir de encontro ao projeto para o Ecocentro da Granja.

“A associação está num espaço sem as condições mínimas e o nós [Junta de Rio Tinto] esperamos poder ajudar diretamente na construção, campanhas de angariação e campanhas de apoio para que a ideia se possa concretizar”, revela o autarca.

No que diz respeito ao contributo do Município de Gondomar, José Fernando Moreira, vereador do Ambiente, admite reunir “em breve” com a Vivanimal para “perceber o que é que a Câmara Municipal pode fazer para resolver ou ajudar a resolver o problema o mais depressa possível”.

A única certeza é a necessidade de aumentar a capacidade de alojamento de animais abandonados, numa altura em que passou a ser proibido por lei o abate dos animais.

“Gondomar está a adaptar-se à lei em vigor. Nesta fase já esperávamos ter parte do projeto de Rio Tinto concluído, mas ainda não foi possível. A lei do abate zero tem sido uma das minhas preocupações diárias, porque queremos cumprir essa regulamentação”, faz notar o vereador.

Covelo também aguarda construção de albergue para animais
Em Covelo, está também em espera um Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Companhia, ideia vencedora do Orçamento Participativo (OP) 2017.

O espaço será constituído por dois edifícios, um de caráter municipal, de recolha e tratamento de animais, outro com uma clínica veterinária, sala de quarentena, enfermaria, armazém de rações, armazém de equipamentos, sala de occisão, sala de higienização, gabinetes veterinários, petshop, entre outras valências.

“No caso de Covelo, estamos a fazer tudo para que a obra possa prosseguir, mas há um impasse relacionado com a posse de um dos terrenos, que pertence a um proprietário privado que está no Brasil. Essa tem sido a nossa maior dificuldade”, relata José Fernando Moreira.

Ao Vivacidade, o autarca admite que espera ver o processo desbloqueado “até ao final do ano”, uma vez que a data de conclusão da obra vencedora do OP 2017 falhou a 31 de dezembro do ano passado.

O CRO de Covelo será gerido pelo Município de Gondomar e terá capacidade para receber mais de 200 animais.

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3 comentários em “Albergues para animais de Rio Tinto e Covelo aguardam conclusão
  1. O projecto apresentado para o OP 17 nunca foi proposto pela CM, por isso há aqui um equívoco muito grande. O projecto foi proposto, submetido, aprovado e ganho pela Associação Animais da Quinta. Além disso está muito longe de ser um projecto apenas para recolha de animais. Apresentava valências para educação ambiental, integração da comunidade e acções sociais. Não percebo como a CM de Gondomar de repente “apodera se” de um projecto que não é seu enquanto a AAQ continua há um ano a espera de respostas…..

  2. Vejo-me na contingência de corrigir uma informação relevante que consta da vossa peça. O projecto vencedor do orçamento participativo de 2017 consiste na construção das novas instalações da Associação Animais da Quinta. Sugiro a leitura do referido projecto que foi submetido e validado pelo departamento competente da CM de Gondomar, porque este é por demais claro e em momebto algum se refere à construção de um CRO conforme explicitame na vossa peça.

  3. É engraçado como a Associação Animais da Quinta nem vem referida na notícia…. Sendo o projeto vencedor do OP 2017 a construção de um albergue para animais para a associação Animais da Quinta.
    Não sei onde no projeto alguma vez se falou na construção de um CROA. Coisa que é da responsabilidade do município e não tem nada a ver com o orçamento participativo!

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