André Castro: “Acho que posso ser um exemplo a seguir para muitos atletas”

O gondomarense já alinhou pela Seleção Nacional sub-21 / Direitos Reservados

O gondomarense já alinhou pela Seleção Nacional sub-21 / Direitos Reservados

Na época 2007/2008, foi emprestado ao Olhanense. Disse várias vezes que compreendia a decisão do FCP e passou a ser treinado por Jorge Costa. Pode dizer-se que se fosse hoje, teria repetido a experiência no Olhanense?
Sim, sem dúvida. Não costumo arrepender-me das decisões que tomo na minha carreira. Foi muito importante ser campeão da segunda liga, num clube que já não estava na primeira divisão há muitos anos. E por isso também fiquei na história do Olhanense. Além disso, tive o prazer de conhecer o Jorge Costa, e se já o admirava como jogador, depois de o conhecer como pessoa passei a gostar ainda mais.

Curiosamente o triunfo que permitiu ao Olhanense consagrar a subida de divisão em 2009 foi contra o Gondomar, que acabou por descer de divisão. Foi um momento único para si?
Foi um momento único devido ás dificuldades de uma equipa, como o Olhanense. Foi especial por ter sido na minha terra, mas fiquei triste por o Gondomar ter descido de divisão.

Duas épocas depois regressa ao FCP para ser novamente emprestado, desta vez ao Sporting Gijón. No primeiro ano representou o clube em 15 jogos e no segundo ano em 29 jogos, com um total de 14 golos marcados, no conjunto dos dois anos. Que experiências guarda dessa passagem por Espanha?
Foi mais uma grande experiência, joguei num dos melhores campeonatos do mundo. Cresci muito como jogador ao defrontar grandes equipas e os melhores jogadores do mundo. Uma das muito boas recordações que guardo é o jogo contra o Real Madrid, no Santiago Bernabéu. Vencemos e quebramos o grande recorde de Mourinho de 9 anos sem perder em casa, nos jogos para o campeonato. Jogo esse que ainda por cima foi no meu dia de aniversário.

Jogou contra Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Qual é para si o melhor?
Cristiano Ronaldo por tudo o que tem feito, e pelo exemplo de profissionalismo que ele representa para todos os portugueses.

O título teve um sabor especial? Qual o momento que mais o marcou?
Ser campeão é sempre especial. Pessoalmente o momento que mais me marcou foi o jogo contra a Académica onde marquei um golo. Em termos de coletivo, o momento mais marcante foi o penúltimo jogo, contra o Benfica.

Apesar disso, sentiu que a equipa podia ter feito mais na Liga dos Campeões?
Penso que merecíamos ter ido mais longe na Liga do Campeões, mas o mau jogo contra o Málaga ditou esse afastamento.

No final da época passada o FCP mudou de treinador e vendeu Moutinho e James Rodriguez. João Moutinho não teve dúvidas em nomeá-lo como o seu principal sucessor na equipa titular. Era essa a sua expectativa?
Sim, sempre trabalhei para isso, mas o treinador assim não achou, e por isso decidimos em conjunto que era bom a minha saída.

Seguiu-se o empréstimo ao Kasimpasa, da Turquia, que está neste momento a lutar pelo título com o Fenerbache (onde jogam Bruno Alves e Raúl Meireles). Já conta com 10 jogos na Liga Turca e dois golos marcados. No que depender de si vai dar luta aos seus ex-colegas de equipa (Alves e Meireles)?
Vou fazer tudo o que está ao meu alcance para ajudar o Kasimpasa a atingir a melhor classificação possível.

E continua a acompanhar o campeonato português?
Sim, sempre que posso vejo os jogos.

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