André Pereira: “O meu grande sonho é representar Portugal”

André Pereira rodeado com os companheiros de treino e o treinador (à esq.) Carlos Tavares / Foto: Pedro Santos Ferreira

André Pereira rodeado com os companheiros de treino e o treinador (à esq.) Carlos Tavares / Foto: Pedro Santos Ferreira

André Pereira, 18 anos, é natural de Gondomar e começou a praticar atletismo com seis anos, na Associação Cultural e Recreativa Estrela de Baguim. Hoje corre pelo SL Benfica – onde tem vindo a conquistar vários títulos, desde 2011 – e tem o sonho de representar Portugal nos jogos olímpicos.

Como começou a tua carreira no atletismo?
Comecei a correr aos seis anos porque era hiperativo. A partir daí tornou-se uma paixão e comecei a vencer algumas provas.

Em Gondomar é fácil ser praticante de atletismo?
Não há muitos locais para treinar em Gondomar. Eu comecei a correr no Estrelas de Baguim e corríamos na rua. Com a vinda do Metro do Porto para Gondomar, passamos a treinar no passadiço de Rio Tinto e também utilizamos a Quinta das Freiras.

Mas continuam a não existir as condições necessárias para atletas de alta competição?
Há falta de condições no concelho. Merecíamos um parque maior, para motivar os jovens a praticar desporto. O local mais próximo que temos é a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, onde temos que pagar para treinar. Como somos gondomarenses, gostaríamos de treinar em Gondomar.

De volta ao atletismo. Após o início de carreira no Estrela de Baguim, passaste a representar o Alunos de Meirim Futebol Clube. Quando é que surgiu a proposta da Casa do Benfica de Paredes?
Quando era juvenil fiz boas marcas nacionais e pouco depois surgiu a proposta da Casa do Benfica de Paredes. Acabei por aceitar, porque havia um projeto olímpico, do qual faço parte.

Como são os teus treinos?
Como sou atleta de meio-fundo e fundo, consiste em fazer 40 minutos de treino, com várias séries por semana. Eu tenho vários treinos bidiários por semana. Como sou estudante, acordo às 6h para ir treinar e depois vou para as aulas. Tenho sempre cuidado com a alimentação e é preciso um grande sacrifício da parte do atleta.

Esta época já conquistaste dois títulos nacionais. O balanço é positivo?
A época está a ser positiva, porque os principais objetivos foram alcançados. O objetivo principal era ser campeão nacional de corta-mato, acabei por conseguir e também me sagrei campeão nacional de estrada, que não estava à espera de vencer. Agora estou no bom caminho para conseguir uma qualificação para o mundial da prova de obstáculos.

O grande sonho é representar Portugal?
Esse é o meu grande sonho. Já o podia ter alcançado, mas acabei por ficar cinco vezes em casa a ver Portugal. No entanto, não vou desistir e tenho a certeza que este ano vou conseguir representar o nosso país. Outro sonho que tenho é o de bater o recorde mundial do Carlos Lopes (risos).

Que conselho dás aos jovens que queiram seguir o teu exemplo?
Não podem desistir perante as dificuldades e têm que estar dispostos a abdicar de muito tempo livre. Por outro lado podem ter a oportunidade para viajar pelo mundo em competição e conhecer grandes atletas nacionais.

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