Antonino e Pedro Sousa são sacerdotes no Seminário Missionário Padre Dehon

Padres Seminário Dehon - maio 2019

Antonino Sousa e Pedro Sousa integram o Seminário Padre Dehon / Foto: Pedro Santos Ferreira

Naturais de Paços de Ferreira, os irmãos Antonino e Pedro Sousa têm uma vida pouco comum para as suas idades, 30 e 28 anos, respetivamente. Ambos decidiram ser padres dehonianos e, em entrevista ao nosso jornal, não se mostram nada arrependidos.

Desde cedo que a vida dos irmãos Sousa (Antonino e Pedro) esteve ligada à religião. Por hábitos familiares, Antonino, o mais velho, foi o primeiro a entrar no seminário, em 2001. “Comecei a participar nos encontros mensais e a partir daí fui realizando a minha caminhada. Passado um ano, o meu irmão começou a visitar-me aos fins-de-semana e começou, também ele, a ter interesse por esta vocação”, afirma Antonino Sousa, um dos oito residentes do Seminário Padre Dehon, em Rio Tinto.

“A proposta de vir para este seminário válida para aquilo que eu tinha em perspetiva. Fui muito bem recebido”, acrescenta, em entrevista ao nosso jornal.

Naturais de Paços de Ferreira, Antonino e Pedro estão já familiarizados com Gondomar e mostram-se satisfeitos com o acolhimento dos gondomarenses, fiéis ou não fiéis. Aos padres mais velhos, os irmãos procuram deixar clara a vantagem de novas formas de celebrar as homílias e de apostar nos novos meios de comunicação, como por exemplo, as redes sociais.

“A questão das redes sociais é cada vez mais importante no contacto com os jovens e nesse capítulo procuramos ter um papel ativo. Além disso, fazemos um trabalho na Pastoral Universitária. Como jovens que somos, temos que usar uma linguagem própria da nossa idade”, faz notar Pedro Sousa.

Durante as missas, as inovações passam por sermões participativos, em que o público é desafiado a ser parte ativa da cerimónia.

Sobre a rede de paróquias de Gondomar, ambos se mostram satisfeitos pelo trabalho desenvolvido por todos e não esquecem “o potencial do concelho, sobretudo no que diz respeito à captação de jovens, um capítulo que ainda não está a ser suficientemente bem trabalhado”.

“Precisamos de olhar com novos olhos e novas perspetivas para o que o Papa nos diz. Ouvir mais o que ele diz e procurar pôr em prática. A partir do momento em que ele reflete sobre os jovens, significa que é prioritário para nós também”, conclui Antonino Sousa.

Numa mensagem final para os mais novos, Pedro Sousa admite “que o maior entusiasmo que nos é dado por Deus é o amor, a capacidade de nos aceitarmos, reconhecermos e de o colocamos na nossa vida”.