“Aotearoa” estreou na Casa de Montezelo

Novo Filme Paulo Ferreira - novembro 2018

O “Aotearoa” estreou na Casa de Montezelo / Foto: Pedro Santos Ferreira

No dia 17 de novembro, a Casa de Montezelo acolheu a estreia do mais recente projeto do gondomarense Paulo Ferreira, fotógrafo e produtor de vídeo. O “Aotearoa – We Are All Made of Stars” aborda a problemática ambiental na perspetiva do povo maori. 

O cineasta Paulo Ferreira, premiado em festivais nacionais e internacionais por diversas vezes, estreou o seu mais recente projeto, intitulado “Aotearoa – We Are All Made of Stars”, na Casa de Montezelo.

Desta vez, a curta-metragem foi rodada na Nova Zelândia e aborda a sustentabilidade ambiental aos olhos do povo maori, tendo por base a sua relação com a Natureza e a possibilidade de vida além da morte. Durante a apresentação do documentário, com cerca de 10 minutos, o autor revelou algumas das peripécias que experienciou na produção deste trabalho, enquadrado pelas alterações climáticas que afetam a nossa casa: a Terra.

“Os meus trabalhos são todos em torno da temática ambiental, porque existe, de facto, uma mudança que nos está a afetar a todos. Sei que podia abordar o tema pelo lado negativo, mas não considero que essa seja a melhor forma de consciencializar as pessoas. Por isso, procuro escolher locais ‘mais virgens’ em relação à presença humana”, explica Paulo Ferreira ao nosso jornal.

Em “Aotearoa”, o povo maori assume-se como principal protagonista graças à crença numa entidade divina e superior. “Senti a necessidade de contar a história na perspetiva deles, que acreditam que as ‘glow worms’, umas lavras cinzentas que brilham, são as guardiãs dos elementos essenciais à vida. Além disso, procurei que fossem eles, o povo maori, a contar essa perspetiva”, acrescenta o realizador.

O título do filme sintetiza o nome que o povo maori atribui à Nova Zelândia, “a terra das longas nuvens brancas”, significado de “Aotearoa”.

Quanto ao sucesso do filme, Paulo Ferreira mostra-se tranquilo em relação ao futuro, mas admite que espera “conseguir um prémio melhor em Cannes, porque a qualidade do trabalho melhorou”, conclui o autor.

Recorde-se que Paulo Ferreira, natural e residente em Gondomar, viu já o seu trabalho distinguido com dois Óscares do Hollywood International Independent Documentary, nas categorias de melhor documentário e melhor fotógrafo na técnica de “timelapse”, e um “Golfinho” de prata no Cannes Corporate Media & TV Awards, na categoria Natureza, Ambiente e Ecologia.

, , , , ,