APPC promoveu “Extremus” de 25 a 28 de outubro

Extremus - novembro 2017

O “Extremus” repetiu o sucesso das anteriores edições / Foto: Direitos Reservados

Entre os dias 25 e 28 de outubro, a Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC) acolheu mais uma edição do “Extremus – Festival Internacional de Expressões na Música, Dança e Teatro”.

A 15ª edição do “Extremus” contou com a participação de uma dezena de companhias de teatro (e projetos culturais) de Portugal e Espanha. Teatro, música, performance, formação e projeto educativo foram as principais vertentes de uma iniciativa que se realizou em vários palcos: Auditório Horácio Marçal (Paranhos), Auditório Municipal de Gondomar, Escola EB 2, 3 Júlio Dinis (Gondomar), Escola Secundária do Cerco do Porto e, ainda, na Fundação Escultor José Rodrigues.

A companhia “Era uma vez… Teatro” da APPC foi a anfitriã dos vários projetos culturais e educativos apresentados no âmbito da iniciativa.

Este ano, mais uma vez, o “Extremus” alargou a sua abrangência a um público mais jovem. O “Extreminhus” dedicou um programa especial aos mais novos, tendo proporcionado um espaço de formação e troca de experiências através da realização de vários workshops.

Para Mónica Cunha, responsável pela organização da iniciativa, o festival internacional “pretende sempre dar destaque às expressões na música, dança e teatro, sem esquecer a vertente formativa”. A encenadora recusa os rótulos de “teatro inclusivo ou especial”. “Não há teatro inclusivo nem especial, há teatro!”.

Refira-se que o “Extremus” já foi responsável pela programação de mais de 140 espetáculos e apresentou em palco uma centena de companhias profissionais e amadoras de pessoas com e sem deficiência.

“Epidemia urbana” em estreia
“Epidemia urbana”, a nova produção da Companhia “Era uma vez… Teatro” da APPC, teve direito a estreia durante a realização do “Extremus 2017”.

O espetáculo construído a partir de excertos da obra “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, tem também como fonte de inspiração as obras do escultor José Rodrigues.

O novo espetáculo aborda a busca pela “felicidade máxima” numa sociedade onde o “ter” é mais importante que o “ser”. É, assegura Mónica Cunha, “um espetáculo visceral”.

A nova peça da Companhia “Era uma vez… Teatro” conta com interpretação de Amélia Couto, Andreia Pereira, António Carvalho, Ariana Sousa, Bráulio Sá, Henrique Tavares, Jorge Ribeiro, Marta Silva, Patrícia Vitorino, Paulo Cruz e Paulo Fonseca. A encenação é de Mónica Cunha, o desenho de Luz de Cláudia Luena, figurinos de Marta Silva e sonoplastia de Luís Bamonde e Paulo Fonseca.

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