“Aqui entram placas de madeira e saem colunas”

A exportação das colunas é a principal fonte de receita / Foto: Ricardo Vieira Caldas

A exportação das colunas é a principal fonte de receita / Foto: Ricardo Vieira Caldas

China, Brasil, Cazaquistão, Espanha ou Angola são alguns dos países para onde a NEXT, uma empresa riotintense de produção de equipamentos de áudio, exporta as suas colunas de som. Com uma base de fabrico desde a carpintaria, à montagem e pintura das madeiras e da própria coluna, a empresa afirma-se no panorama internacional. O Vivacidade percorreu a unidade de produção de Rio Tinto e procurou perceber as origens desta firma com 30 anos.

Fundada por António Correia, a empresa sempre se chamou CVA, e continua a ser assim, institucionalmente. Lá fora é conhecida, desde 2004, como CVA Next Prosound ou Next, um nome criado para obter um maior “impacto internacional”.

China e Cazaquistão lideram na exportação

“Felizmente a Next já assumiu um papel importante no mercado internacional, as pessoas já nos conhecem, e não temos dificuldades em fazer chegar o nosso nome a novos mercados”, começa por dizer ao Vivacidade André Correia, filho do fundador e atual gestor da empresa. Isto porque, para André, a empresa tem crescido “a olhos vistos”, sobretudo no estrangeiro. “Estamos geograficamente longe dos nossos clientes, mas procuramos explorar novas áreas do mundo. No ano passado fizemos exposições na China e no Brasil. O nosso distribuidor na China é o nosso melhor cliente. Num momento em que exporta para todo o mundo, importa um produto português e rejeitam os produtos deles. Preferem os equipamentos americanos e europeus e, por isso, vendemos cerca de um a dois contentores, por mês”, explicou André. “Também exportamos muito para o Cazaquistão, que não conhecia a nossa marca mas ficou encantado com o nosso produto. A grande dificuldade é o transporte, porque existem poucas alternativas e somos das poucas empresas portuguesas a exportar para lá”, acrescentou.

A exportação é o forte da produtora de colunas e por isso a firma está a aumentar o leque de distribuidores para levar o nome de Portugal além-fronteiras. “Fazemos questão de dizer que este é um produto “Made in Portugal” e já trouxemos muitos clientes estrangeiros a conhecer a nossa cidade”, frisou o gestor.

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