ARGO apoia artesãos gondomarenses há 25 anos

Albertino Valadares, presidente da direção da ARGO / Foto: Pedro Santos Ferreira

Albertino Valadares, presidente da direção da ARGO / Foto: Pedro Santos Ferreira

Em 2014, a Associação Artística de Gondomar (ARGO) celebra 25 anos de apoio aos artistas e artesãos gondomarenses. Na sede social da associação entrevistamos o presidente Albertino Valadares.

“A ideia surgiu em 1987 e durante dois anos existiu uma comissão coordenadora que tratou de tornar a ARGO uma associação legalizada. A escritura foi feita a 31 de outubro de 1989”, começa por contar Albertino Valadares, presidente da Associação Artística de Gondomar desde 2006.

A coletividade com sede junto ao Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Fânzeres celebra este ano o 25.º aniversário do projeto que começou em casa de Aurélio Mesquita, numa reunião de artistas gondomarenses.

O pintor, acompanhado por Albertino Valadares, António Pacheco, Manuel Cruz, Luísa Cruz, Manuel Araújo, entre outros artistas gondomarenses. “Na altura só existia a “Agroindústria” que era a única exposição de pintura em Gondomar. Foi aí que decidimos fundar uma associação que desse mais dignidade e condições aos artistas”, diz Albertino Valadares.

Perante incentivos dos artistas locais nasceu a ARGO. Atualmente a Associação Artística de Gondomar tem várias colaborações desenvolvidas com a Câmara Municipal de Gondomar, as Juntas de Freguesia de Fânzeres, S. Pedro da Cova e Rio Tinto, bem como parcerias com associações do concelho. “Além disso, fazemos todos os anos duas exposições no Auditório Municipal de Gondomar, nas Festas do Concelho ou no Natal”, acrescenta o pintor.

A sede da ARGO está alojada na Biblioteca Municipal de Fânzeres / Foto: Pedro Santos Ferreira

A sede da ARGO está alojada na Biblioteca Municipal de Fânzeres / Foto: Pedro Santos Ferreira

Com um total de 160 associados “pagantes” [em números ultrapassa os 600 associados] a ARGO organiza as exposições “Artistas.Gondomar” [a decorrer na Casa Branca de Gramido], “Cer.ta.me”, “Arte.Erótica”, “Prémio Fotografia” e “Prémio Cartune”. As mostras têm em média cerca de 10 mil visitantes, um número que atesta a “boa adesão dos gondomarenses”, segundo Albertino Valadares.

“Tivemos um prémio “Arte.Erótica” em que tínhamos uma tela com um tecido de veludo vermelho e as pessoas mexiam no tecido e deixavam a sua marca, que ficava em forma de dedos no tecido. Isso também é erotismo, o sentir. Sempre soubemos separar erotismo de pornografia”, afirma o pintor.

O artista considera que a arte “um dom que nasce com as pessoas” e destaca as obras de Júlio Resende, Zulmiro de Carvalho e Aurélio Mesquita como referências máximas da qualidade da cultura gondomarense.

“Com a ARGO ficamos a conhecer melhor os artistas e artesãos de Gondomar. Antigamente eles existiam mas não estavam identificados, hoje já sabemos onde eles estão e quem podemos chamar para um determinado tipo de arte”, refere o presidente da ARGO.

Em 2015 a ARGO volta a organizar as exposições “Cer.ta.me” e “Arte.Erótica”.

Nova sede é projeto adiado enquanto houverem “outras prioridades”

Albertino Valadares mostra-se satisfeito com a sede da ARGO, apesar de admitir que um novo espaço próprio “seria interessante”, sobretudo em Gondomar. “Seria bom termos essa representatividade no centro do concelho, mas temos outras prioridades e não tencionamos endividar-nos para ter uma nova sede”, sublinha o dirigente.

Recorde-se que recentemente a ARGO ficou sem a galeria “Arte no Parque”, situada no piso 0 do Centro Comercial Parque Nascente. “A galeria dava preferências a artistas gondomarenses e sócios da ARGO mas deixou de existir porque o shopping precisou daquele espaço. Estamos a ver se conseguimos um novo expositor”, conclui o pintor.

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