Associação das Donas de Casa de Gondomar: “O nosso objetivo é fornecer apoio de ação social para os mais necessitados”

> Elementos da direção da Associação

A Associação das Donas de Casa de Gondomar celebrou 25 anos no passado dia 2 de agosto. O VivaCidade esteve à conversa com Miquelina Pinto, Maria Sousa, Rosa Ferreira e Celeste Silva, quatro das quinze diretoras da coletividade que tem como objetivo fornecer apoio aos consumidores e utentes, promover cursos, atividades e eventos, reivindicar o estatuto do trabalhador e elevar o nível cultural das donas de casa. 

Como é que há 25 anos surgiu a ideia de criar a Associação das Donas de Casa de Gondomar?

A nossa presidente Maribel já pertencia a uma associação deste género em Espanha e quando veio para Portugal, apercebeu-se que não existia nenhuma com este propósito. Assim, convidou um grupo de amigas e formou a primeira direção em Gondomar. Quando nós formamos a associação fomos ao programa do Manuel Luís Goucha, quando ele ainda apresentava a Praça da Alegria e isso deu-nos muita visibilidade e reconhecimento. Esta instituição é para ajudar, claro que temos alturas de convívio, mas todos esses momentos são pagos do bolso de cada sócia, cada um paga o seu.

A sede da associação foi sempre a mesma desde o início?

As primeiras reuniões foram na casa de uma das sócias da direção original, posteriormente, o Major Valentim Loureiro foi quem nos cedeu este espaço. Inicialmente, o local era constituído apenas por duas salas pequenas e após algumas obras realizadas, ficamos com o espaço que temos atualmente. Entretanto, a instituição sofreu alguns atos de vandalismo e de roubo, que resultaram na perda de algumas obras valiosas oferecidas pela Câmara Municipal. Graças ao apoio do presidente Marco Martins, restauramos o espaço e conseguimos recuperar dos atos sofridos.

Quais são os principais objetivos da instituição?

O nosso objetivo é fornecer apoio de ação social para os mais necessitados. Temos uma sala que é a arrecadação onde guardamos camas, cadeiras de rodas e andarilhos. Antigamente, nós emprestávamos o material e por vezes não era devolvido ou simplesmente estragavam os equipamentos, assim tivemos que implementar uma política onde a pessoa dá uma caução de 50 euros que é devolvido no ato de entrega do mesmo. Também pagamos as contas das farmácias quando nos trazem a receita e justificam o porquê de não conseguir pagar. Além disso, nós damos alimentos, roupas e mobílias às famílias mais carenciadas, muitas das vezes este material nos é doado. No Natal por exemplo, fazemos o nosso almoço de natal onde todas as sócias trazem alimentos que depois são distribuídos por estas famílias. Portanto, o dinheiro das sócias e os donativos é para cobrir este tipo de despesas. 

Que tipo de eventos desenvolvem na associação durante o ano?   

Em março temos o Dia Internacional da Mulher, onde todas as semanas, às quartas feiras, na biblioteca, são realizados espetáculos a homenagear mulheres notáveis da história, também nesse mês realizámos um almoço com todas as sócias da associação. Comemorámos o Dia da Mãe e o aniversário da associação. E todos os anos, fazemos ainda, um magusto solidário com associações que apoiam pessoas com deficiência. Na altura do Natal, fazemos um almoço para todos os sócios e elaboramos cinco presépios, um na câmara municipal, um na biblioteca e ainda nas três juntas de freguesias de Gondomar (São Cosme, Jovim e Valbom). Concretizámos ainda, no Auditório Municipal, exposições e espetáculos.

E dentro deste espaço quais são as atividades que realizam?

Há segunda temos pintura a óleo, crochê e tricot, há terça temos artes decorativas, há quarta temos os bordados, quinta é o dia da costura e sexta voltámos a ter pintura a óleo. Também proporcionamos apoio jurídico às sócias e temos informática. Antes tínhamos aulas de cavaquinho, mas atualmente não temos professor.

Como é realizado a divulgação destas atividades ou projetos?

São divulgados através de um boletim que entregamos a todos os sócios e por vezes a Câmara Municipal divulga alguns dos nossos eventos. 

Como é que as pessoas podem aderir a esta associação?

Quem quiser se tornar sócio da associação tem que pagar uma cota de 1 euro mensalmente, e caso queira participar nas aulas paga 15 euros por mês, metade deste valor é para a professora e a outra metade é para a associação.

Atualmente, qual é o número total de sócios?

Contamos aproximadamente com 350 sócios.

Celebraram 25 anos no dia 2 de agosto. Fizeram algo especial para celebrar a data?

Sim, fizemos no auditório e convidámos todas as pessoas que sempre nos apoiaram desde o início. Convidou-se as pessoas mais importantes da autarquia, como o presidente da Câmara, o presidente da Junta de Freguesia, a Ala Nun’Álvares, a associação das coletividades, portanto, convidamos várias entidades. Fizemos um espetáculo com um cantor lírico, uma cantora e um pianista, depois essas pessoas foram homenageadas com a placa da associação das donas de casa. Por fim, também realizámos uma missa por todos os sócios e diretores já falecidos. 

A direção e a presidente sempre foram os mesmos desde o início?

A direção já sofreu alterações desde o início, no entanto, a presidente tem sido sempre a mesma. Da direção atual, apenas três estamos desde o início, as restantes entraram depois. A nossa madrinha é que sempre foi Dr.ª Maria Barroso.

Quais são os projetos futuros que tem em mente?

Nós reunimos e depois realizamos um boletim e só depois é que anunciamos as atividades. No entanto, temos as coisas já habituais como as que já referimos anteriormente.

Para finalizar, sentem o apoio da Câmara Municipal de Gondomar?

Sim sentimos, a Câmara também nos dá um subsídio. Eles marcam sempre presença, quando nós convidamos a Câmara ou a Junta e vem sempre alguém representar. O apoio monetário também não dá para toda a gente, mas também são muitas coletividades. Quando eles convidam todas as coletividades para marcar presença no auditório com o intuito de distribuir o bónus, a nossa associação marca sempre presença e este ano compareceram mais 25 das já habituais do ano anterior, ou seja, este ano foram formadas mais 25 coletividades e como é lógico eles têm que dividir o dinheiro por todas as associações.

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