Autárquicas 2017: Tribunal de Gondomar recebeu cinco candidaturas

As candidaturas foram entregues no Tribunal de Gondomar

As listas de candidatos foram entregues no Tribunal da Comarca de Gondomar / Foto: Direitos Reservados

Entre os dias 2 e 4 de agosto, o Tribunal Judicial da Comarca de Gondomar recebeu as listas das cinco candidaturas às próximas eleições autárquicas. O Vivacidade acompanhou as entregas das candidaturas.

Rafael Amorim, da coligação PSD/CDS-PP, foi o primeiro candidato à Câmara Municipal de Gondomar a entregar as listas de concorrentes às Autárquicas 2017 no Tribunal de Gondomar. Em declarações à imprensa, o social-democrata mostrou-se convicto de que vai “ganhar” as eleições no dia 1 de outubro.

“O nosso projeto conta com todos os gondomarenses, é um projeto inclusivo. Nós vamos ganhar em outubro e vamos ganhar pelas nossas propostas sérias e credíveis, sendo que centenas delas foram pelos gondomarenses”, disse Rafael Amorim.

No que diz respeito a propostas, o candidato reforçou a necessidade de “colocar os regulamentos de apoio ao associativismo do lado das associações”. “Vamos devolver-lhes os regulamentos e perguntar-lhes o que está mal nestes apoios e como é que os podemos melhorar”, explicou.

“Gondomar tem uma taxa de desemprego altíssima e que temos de combater com medidas que promovam o empreendedorismo, não só em termos económicos como no social”, disse citando como exemplo, o papel das Instituições Particulares de Solidariedade Social “que, nos últimos anos, têm contribuído para o aumento do emprego em Gondomar”, disse ainda Rafael Amorim.

“Queremos lapidar o ouro da filigrana e não delapidar as finanças do Município”

“Qualquer cidadão, de fora ou de dentro de Gondomar, segundo a lei, pode concorrer e parece que há várias pessoas de fora que vêm cá concorrer, mas os gondomarenses têm dado provas de uma gestão transparente, correta e eficaz”, começou por dizer Marco Martins, candidato do PS ao Município de Gondomar, após a entrega das listas às eleições autárquicas.

O candidato salientou ter cumprido “85% do programa eleitoral, com todas as dificuldades que são públicas” antes de passar ao ataque. Sem mencionar a quem se referia, prosseguiu: “há pessoas que tentaram merecer a confiança das instituições e não são merecedoras dela e, a prova disso, é que muitas dessas agora se juntam a um passado devastador e histórico pela negativa e querem vir outra vez delapidar o concelho. Mas nós, em Gondomar, o que queremos lapidar é o ouro da filigrana e não delapidar as finanças do Município”, disse Marco Martins.

Entre as propostas lançadas pelo socialista destacam-se o ambiente e a mobilidade como “duas apostas muito importantes” da candidatura. Marco Martins quer “estender a linha do Metro até ao centro do concelho, bem como o alargamento do andante” e “potenciar o rio Douro e as serras”.

“É necessário acabar com as maiorias absolutas”

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Gondomar, Rui Nóvoa, apontou como objetivo “eleger um vereador e retirar a maioria absoluta instalada na autarquia”.

“Nos últimos 20 anos não tem havido uma força suficiente para imprimir uma nova dinâmica ao concelho”, pelo que defendeu a necessidade de “acabar com as maiorias absolutas” que “fazem com que os governantes, ao atingirem um determinado patamar, deixem de ouvir as pessoas”.

O candidato defendeu ainda ser necessário conseguir mandatos em todos os órgãos aos quais o Bloco e Esquerda se candidata – Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia – à semelhança do que acontece no atual Governo.

Rui Nóvoa prometeu apresentar “propostas concretas para o desenvolvimento e bem-estar da população” e disse distanciar-se de outras candidaturas por “fazer oposição, mas sem se esquecer de apresentar alternativas”.

“Pensamos que Gondomar tem de dar o salto”

O cabeça de lista da CDU/Gondomar, Daniel Vieira, assegurou um projeto que pretende trazer “novidade e esperança” ao concelho, depois de ter criticado a postura do executivo socialista que lidera a autarquia.

“Pensamos que Gondomar tem de dar o salto e a possibilidade real que colocamos aos gondomarenses é de apostarem numa candidatura que traz novidade e esperança. Propomos uma câmara a olhar para o futuro e a propor um projeto de futuro”, referiu Daniel Vieira.

Sobre as medidas que defende, o candidato comunista apontou a construção de uma linha do metro do Porto até ao centro do concelho como prioridade e acusou a liderança socialista de ser “subserviente” face à tutela, apontando que esta questão “exige uma câmara capaz de reclamar outra política de mobilidade”. Daniel Vieira lembrou também que “Gondomar continua a ser um concelho em que uma grande parte da população não tem saneamento”.

“Tenho a certeza absoluta de que vamos ter uma boa votação”

“Nas feiras, é o fim do mundo. As pessoas agarram-se ao Valentim. Estão sedentas de ver aqui o Valentim outra vez. Tenho a certeza absoluta de que vamos ter uma boa votação. Sempre ganhei as eleições que disputei. Ganhei no Boavista várias vezes, ganhei na Liga enquanto quis, ganhei na Junta Metropolitana e na Metro do Porto, ganhei na Câmara cinco vezes [três pelo PSD e duas como independente]”, começou por dizer o major à porta do tribunal, após a entrega das listas às Autárquicas 2017.

Em jeito de crítica aos concorrentes, Valentim Loureiro prometeu que não irá “encomendar nenhum programa a uma universidade”, nem “encomendar uma grande prosa que ninguém lê”, porque, segundo o major, conhece “as necessidades das pessoas”.

Sobre as críticas que lhe têm sido apontadas, Valentim Loureiro preferiu não dar resposta. “As críticas passam-me ao lado. Não estou contra ninguém, mas pelos gondomarenses. Se alguém quer campanha eleitoral com mexericos, que se entretenha. Vou fazer uma campanha limpa e transparente”, prometeu o major.

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