Câmara atribui mais de 600 mil euros às corporações de bombeiros

Bombeiros

Apoio financeiro será prestado ao longo do ano em curso, de forma faseada

A Câmara Municipal de Gondomar deliberou por unanimidade, em reunião pública realizada a 7 de janeiro, na Junta de Baguim do Monte, a atribuição de um apoio financeiro superior a 600 mil euros às corporações de bombeiros do concelho. O apoio será entregue ao longo do ano.

A atribuição de um apoio financeiro no valor total de 609 mil euros às corporações de bombeiros do Município foi aprovada por unanimidade na reunião pública mensal, realizada em Baguim. Segundo o executivo municipal é necessário “dar execução ao Plano Municipal de Defesa Contra Incêndios do Município de Gondomar, nomeadamente, prevenindo através da criação e manutenção das redes de faixas de gestão de combustíveis e combatendo rapidamente os incêndios após a sua ignição com uma ação forte e musculada, que permita uma rápida e eficaz intervenção com vista a evitar a propagação e consequente extinção”.
O apoio financeiro será prestado ao longo do ano em curso, de forma faseada. Recorde-se que, entre 2008 e 2013, os apoios municipais foram sempre de cerca de 480 mil euros, numa base fixa. Em 2014, o valor subiu para perto dos 600 mil euros, com a inclusão de uma base variável de 120 mil euros. Este ano, a base variável voltou a subir para os 150 mil euros, em função da área geográfica, população e serviços de socorro prestados.

Câmara antecipa ações de sensibilização e prevenção a incêndios

A autarquia gondomarense decidiu também antecipar este ano as ações de sensibilização e medidas de prevenção aos incêndios, indicou o presidente Marco Martins. No dia 6 de janeiro, a Comissão Municipal de Defesa Florestal de Gondomar reuniu-se nos Paços do Concelho, para começar a elaborar o Plano Operacional Municipal.
Segundo o autarca, em 2014, Gondomar registou “um bom ano” em matéria de incêndios, que resultou num maior crescimento da vegetação e por isso aumentou o perigo de ocorrência de incêndios.
Por isso, de acordo, com o presidente, “já em fevereiro vai arrancar uma ação de sensibilização na zona mais florestal, o Alto Concelho”, o local mais afetado do Município, zona onde ocorreram fogos de grande dimensão em 2005, 2006 e 2013.
“Nas áreas urbanas está a ser pedido apoio às Juntas de Freguesia para identificação dos proprietários de terrenos que constituam risco”, afirmou Marco Martins.
No ano passado, a autarquia disponibilizou 90 a 100 mil euros em campanhas de sensibilização e de prevenção e na preparação de medidas para atenuar possíveis fogos.

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