Caminhada do Rio Tinto contou com mais de 200 pessoas

Caminhada Rio Tinto - abril 2019

A 12ª edição da Caminhada de Rio Tinto contou com cerca de 200 participantes / Foto: Direitos Reservados

Mais de duzentas pessoas participaram, no dia 14 de abril, na 12ª Caminhada do Movimento em Defesa do Rio Tinto (MDRT). A iniciativa visa alertar para a recuperação ambiental que tem sido verificada neste rio que dá nome à cidade.

Ambiente animado e participantes equipados a rigor. Foi este o cenário da 12ª Caminhada do MDRT, uma iniciativa com tradição impulsionada por este movimento cívico e ativista que nasceu com o intuito de proteger o rio Tinto.

O dia teve início com uma aula de exercícios de aquecimento. Seguia-se um percurso de cinco quilómetros, ida e volta, pelas margens do rio até ao Parque Oriental de Campanhã.

Ao Vivacidade, Paulo Silva, fundador do MDRT, esclarece o objetivo desta atividade. “Queremos valorizar o rio Tinto e permitir que as pessoas vejam como está o rio e o andamento das diferentes obras que o vão recuperar. Este ano tivemos uma limitação no percurso, por causa da obra do intercetor, mesmo assim contamos com mais de 200 pessoas nesta edição”, refere.

Pedro Teiga, especialista em reabilitação de rios e estudante da situação do rio Tinto há 15 anos, e Teresa de Jesus, professora da Universidade Fernando Pessoa, foram os cicerones desta caminhada. Durante a iniciativa, o engenheiro salientou a importância da participação das instituições, do Governo e da sociedade civil no processo de recuperação ambiental do rio. “Ninguém pode ficar de fora”, disse.

“Esta caminhada serve para alertar e expor alguns pontos de vista sobre a recuperação do rio. A verdade é que o rio Tinto já se tornou um exemplo de recuperação de recursos hídricos em Portugal, mas ainda não está tudo resolvido. A montante das ETAR’s ainda há zonas muito contaminadas, por isso é essencial que o rio seja um verdadeiro exemplo de recuperação dos recursos hídricos”, acrescenta Paulo Silva, em declarações ao nosso jornal.

Nota ainda para as presenças de representantes dos municípios de Gondomar, Porto e Valongo, a par da Junta de Freguesia de Rio Tinto e de alguns deputados da Assembleia da República.

“Esta iniciativa nunca foi de confronto político, mas temos gosto que as entidades políticas participem. O rio Tinto deve ser visto como um todo e não só como propriedade de Gondomar”, afirma o fundador do MDRT.

No próximo ano, após a inauguração do circuito pedonal e conclusão da obra do intercetor do rio Tinto, a Caminhada do MDRT deverá concretizar-se com um novo formato e percurso.

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