Catarina Martins quer levar caso da ETAR de Rio Tinto ao Ministro do Ambiente

A coordenadora do Bloco de Esquerda e deputada da Assembleia da República, Catarina Martins, quer questionar o Ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, sobre a “gravidade da situação” da ETAR e o “risco de poluição do rio Tinto”. Depois da descarga poluente para o rio de mais de 7 milhões de litros, denunciada pelo Movimento em Defesa do Rio Tinto (MDRT) no dia 29 de dezembro de 2013, a Agência Portuguesa do Ambiente, Câmaras de Gondomar e Porto e Águas de Gondomar procuram uma melhor solução para o problema.

Descargas no rio Tinto / Foto: Direitos Reservados

Descargas no rio Tinto / Foto: Direitos Reservados

“A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) abriu um processo de contraordenação à Águas de Gondomar por descarga, no final de 2013, de esgotos não tratados no rio Tinto. A situação é ainda mais grave já que foi reconhecido que a ETAR em causa está subdimensionada. Perante a gravidade da situação e o risco para a poluição o Bloco de Esquerda questionará o Ministro do Ambiente sobre esta situação e as medidas necessárias para a sua resolução. A vida concreta das populações tem toda a dignidade para ser discutida na Assembleia da República.” É desta forma que Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, mostra o seu descontentamento em relação à mais recente situação ocorrida com o rio Tinto.

A deputada explica ao Vivacidade que a “esta situação mostra que atividades essenciais para a vida em comunidade, como o abastecimento de água e o tratamento das águas residuais, não podem ser reguladas em função do lucro privado. Deve imperar o interesse público. Deste modo, e ainda para mais atendendo a que as normas ambientais são violadas e a capacidade de resposta não corresponde às necessidades, a gestão das águas e do saneamento devem regressar à gestão pública.” “Registe-se aliás que a Águas de Gondomar tem um acionista do grupo da Águas de Barcelos, num negócio que está a levar a autarquia barcelense à beira da falência”, acrescenta Catarina Martins.

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