Cátia Martins: “Tenho sempre que diferenciar-me das outras atletas para ser chamada [à seleção nacional]”

Cátia Martins, mesatenista da Ala de Gondomar / Foto: Direitos Reservados

Cátia Martins, mesatenista da Ala de Gondomar / Foto: Direitos Reservados

Cátia Martins, 21 anos, é mesatenista da Ala Nun’Álvares de Gondomar e foi uma das atletas escolhidas para representar Portugal na última edição do Campeonato do Mundo, na Malásia. Ao Vivacidade, a gaiense aponta os objetivos para a presente época.

Participaste no Campeonato do Mundo de Ténis de Mesa, na Malásia, entre os dias 28 de fevereiro e 6 de março. Que balanço fazes da tua participação?
Cátia Martins (CM) – Portugal defrontou a Nigéria, Itália, Croácia, Colômbia, Porto Rico e Índia na fase de grupos. Sabíamos que era difícil passarmos à fase seguinte porque estávamos a defrontar equipas muito fortes. Ganhamos à Nigéria por falta de comparência mas depois não conseguimos ganhar mais nenhum jogo do grupo.

 

Qual era o objetivo de Portugal?
CM – Queríamos fazer uma prova melhor do que a nossa última prestação no Campeonato do Mundo. Infelizmente não foi possível e só conseguimos seis pontos na fase de grupos.

Esta foi a tua quarta representação no Campeonato do Mundo, como atleta sénior. Que significado tem representar Portugal a nível internacional?
CM – É sempre um orgulho e um privilégio. É um reconhecimento do nosso trabalho.

És atleta da Ala Nun’Álvares de Gondomar. O facto de representares a equipa de ténis de mesa da Ala facilita a tua chamada à seleção nacional?
CM – Jogar na Ala não significa ser automaticamente convocada para a seleção. Tenho sempre que diferenciar-me das outras atletas para ser chamada.

Quando é que surge a tua dedicação à modalidade?
CM – Nos jogos juvenis de Gaia. Todas as escolas participam nessa competição em várias modalidades. Participei nesse torneio e o coordenador do evento, que era treinador de ténis de mesa, disse que eu tinha aptidão para a modalidade. Na altura disse que não queria mas acabei por experimentar o ténis de mesa e gostei. Comecei a jogar com nove anos e acabei por dar continuidade.

Representaste outro clube antes de chegares à Ala de Gondomar?
CM – Passei pelo Clube Atlântico da Madalena.

Como foi a adaptação à Ala de Gondomar?

CM – Eu jogava no Centro de Treino do Porto e treinava lá também, tal como várias atletas da Ala. O Mário Pedro Couto também já era o meu treinador e por isso a minha adaptação foi facilitada.

Consideras Gondomar a tua segunda casa?
CM – Sim, porque passo mais tempo em Gondomar do que em Gaia [risos].

Já tiveste propostas para regressar a Gaia?
CM – Já tive mas estou bem aqui. Tenho boas condições na Ala.

Há algum título que recordes com mais carinho?
CM – O 3.º lugar no Campeonato da Europa de Cadetes por equipas foi talvez o mais especial. Nunca mais se esquece.

Para esta época quais são os principais objetivos da Ala?
CM – Queremos ser campeãs da 1ª divisão nacional e ser campeã no Campeonato Nacional de Seniores. Além disso, estamos a disputar a Taça de Portugal que também faz parte dos nossos objetivos.

Como tem sido conciliar a tua carreira desportiva com a licenciatura que estás a tirar na Escola Superior de Enfermagem (ESEP)?
CM – Foram quatro anos diferentes. Estou na fase final do meu curso e neste momento estou em estágio. Sempre que falto tenho que compensar mas tenho tido um apoio fundamental dos professores e do meu treinador.

A ESEP fez-te uma distinção pela tua representação no Campeonato do Mundo. Foi importante seres reconhecida pela instituição?
CM – Foi bom mas também foi estranho [risos]. Muita gente desconhecia a minha carreira desportiva e foi estranho ter a Escola toda a saber o que eu fazia, mas todos vieram dar-me os parabéns e isso é sempre bom.

Quando concluíres o curso vais conciliar a enfermagem com o ténis de mesa?
CM – Sim. Espero acabar o curso este ano e procurar emprego. Ao mesmo tempo não quero deixar o ténis de mesa porque este desporto é muito importante para mim.

 

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