Cego lamenta falta de segurança rodoviária em Rio Tinto

João Fernandes - fevereiro 2019

João Fernandes (à dir.) critica a segurança rodoviária em Rio Tinto / Foto: Pedro Santos Ferreira

João Fernandes, um cidadão com deficiência visual e motora está revoltado com a falta de segurança rodoviária na sua freguesia, mais concretamente perto do local onde vive, na Rua de Ceuta, em Rio Tinto.

Todos os dias, pela manhã, o riotintente desloca-se até à Rua de Angola, tendo obrigatoriamente que passar pelo cruzamento destas ruas com a Avenida da Conduta, sendo este o ponto que lhe oferece maior perigo, tendo já sido abalroado por “pelo menos dois carros que se deslocavam a alta velocidade, vindos da Conduta, no sentido Rio Tinto-Fânzeres”.

A circunstância já mereceu várias tentativas de contacto com o Município de Gondomar e Junta de Rio Tinto, com o objetivo de tornar o cruzamento mais seguro, “graças a uma melhor sinalização num espaço situado junto a uma escola”.

“Ando há quatro anos a tentar resolver este problema, além das várias barreiras arquitetónicas que encontro nesta cidade, sobretudo perto da minha casa. Os autarcas vão-me dando palavras bonitas, mas depois nada muda. Se algum dia acontecer alguma coisa, vou incriminá-los, porque têm conhecimento disto há quatro anos e não fizeram nada desde então”, critica João Fernandes.

Em resposta ao nosso jornal, Nuno Fonseca, presidente da Junta de Rio Tinto, afirma: “Eu até entendo que se possa fazer alguma coisa, mas não será pela ausência de sinalização. A solução ideal era os condutores serem conscientes e cumprirem o código da estrada”, conclui o autarca.

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