Clube Naval Infante D. Henrique: “O F.C. Porto do remo”

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Os atletas do Clube Naval Infante D. Henrique treinam diariamente no rio Douro

Na margem direita do rio Douro, em Gramido, Gondomar, existe um clube de remo em crescimento. O Clube Naval Infante D. Henrique nasceu em 1925 e começou com barcos de madeira depositados em hangares velhos. Hoje é um dos maiores clubes a nível nacional e encaminha-se para ser tricampeão nacional de remo.

Para quem é portista, Ildeberto Ribeiro, presidente do Clube Naval Infante D. Henrique, gosta de comparar o clube de remo que dirige com o F.C. Porto. Isto claro, ao nível das classificações porque a modalidade desportiva em nada se compara com o futebol. O remo, diz o presidente, “é o único desporto em que o atleta corre sempre de costas para a meta.”

O Naval Infante D. Henrique “tem agora uma visibilidade que nunca teve”

Nas palavras de Ildeberto Ribeiro, o clube começou a crescer na década de 70. “Foi o clube que introduziu o remo feminino em Portugal!”, refere.
Com o programa Polis, a Câmara precisava do terreno que pertencia ao clube. “Tivemos uma oportunidade de ouro para a criação das novas instalações”, explicou Ildeberto.
As novas instalações têm vista privilegiada para o rio Douro e encontram-se em linha com o passeio onde, diariamente, circularam milhares de pessoas, em Gramido. Edificado para servir o clube de remo, o novo edifício alberga no piso superior um restaurante e um bar, assim como a parte social do clube. No rés-do-chão, um hangar de grandes dimensões acolhe algumas dezenas de barcos para o remo de vários tipos e origens. Alguns skiff [barcos de um remador], uns double-scull [barcos de dois remadores], quadri-scull [barcos de quatro remadores] e shell [barcos de oito remadores] compõem o conjunto de barcos que servem para os treinos diários e, posteriormente, as competições. Um Shell, segundo o presidente do clube, poderá custar 40 mil euros e cada um dos remos, 50 euros aproximadamente. É, por isso, um desporto “dispendioso”.

CN - Placas

As novas instalações têm vista privilegiada para o rio Douro

Para além do hangar, há ainda uma oficina, na parte traseira do edifício, que se dedica à manutenção e reparação de novos e antigos barcos. Também no piso de baixo, o Infante D. Henrique possui todas as condições para a prática do remo: um ginásio, uma sala com dois tanques e vários ergómetros [para treinos no interior] e balneários.
Com as novas condições o clube cresceu, atingindo agora os 220 atletas para os escalões de infantis e benjamins, iniciados, juvenis, juniores, seniores e veteranos. “A nossa ambição é que o clube seja cada vez maior”, explica o presidente Ildeberto Ribeiro. O objetivo é “chegar aos mil sócios” mas o problema, segundo o dirigente, é que “o remo não tem divulgação”.

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