Clube Recreativo Ataense preparado para receber novo piso sintético

Ataense - abril 2019

O Clube Recreativo Ataense verá o seu campo requalificado com um relvado sintético / Foto: Pedro Santos Ferreira

O Clube Recreativo Ataense, sediado em Jovim, está preparado para receber um novo piso, o relvado sintético, e consequente requalificação do complexo desportivo, que é propriedade do clube. A empreitada deverá ter início ainda este ano.

O Município de Gondomar anunciou, em março, a disponibilização de uma verba de 950 mil euros para a requalificação do campo do Clube Recreativo Ataense, naquele que será o maior investimento do atual executivo municipal em Jovim, desde que tomou posse, em 2013. A garantia foi dada pelo edil gondomarense, Marco Martins, na reunião pública que teve lugar no edifício da antiga Junta de Freguesia de Jovim.

A promessa foi bem recebida no seio do clube, entre direção, atletas, associados e adeptos.

“Nós não soubemos agora que íamos ter o relvado sintético e a requalificação deste complexo, sabemos isso desde que assumimos a presidência do clube. Procuramos saber como estava esse processo. A certa altura, foi-nos dito que o projeto tinha sido suspenso por não ter sido possível executar conforme estava pensado inicialmente, que previa relocalizar o campo e mudá-lo de direção. Isso obrigou-nos a reformular procedimentos, fizemos uma permuta de terreno e, em fevereiro de 2016, passamos a reunir condições para que o projeto final pudesse avançar”, recorda-nos Fernando Mendes, presidente da direção do Ataense.

Desta forma, o anúncio da instalação de um piso sintético no Ataense em 2014, foi sendo sucessivamente adiada até que em junho de 2018 ganhou novo élan, graças à apresentação pública do projeto final à direção, treinadores, atletas, sócios e adeptos. Tudo isto, após o parecer negativo por parte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que obrigou a refazer os projetos iniciais e submeter novas candidaturas.

“Quando percebemos que não era possível avançar com o sintético, procuramos trabalhar para alterar uma má situação. Não ficamos a olhar para trás a chorar. Fizemos das fraquezas forças. Nunca olhamos para trás. Quando olhamos é para corrigirmos os nossos erros. No caminho, dissemos sempre a verdade aos nossos elementos. Soubemos escolher o momento certo e a melhor maneira de passar a mensagem aos nossos. Além disso, a Câmara foi-nos convidando para ir acompanhando os desenvolvimentos do projeto final”, acrescenta o responsável diretivo.

Entretanto, a vida do clube vai-se dividindo entre o atual campo do Ataense, fundado em 1933, e o Complexo Municipal de Valbom, onde joga a equipa sénior, todos os domingos.

“Temos 150 atletas, no total, a contar com todos os escalões de formação, equipa sénior e equipa de veteranos. Saliento que apesar das dificuldades e do nosso pelado, este ano, conseguimos ter todos os escalões de formação ativos e conseguimos aumentar o número de atletas das camadas jovens”, salienta Fernando Mendes.

Mais do que um novo piso, o clube irá também usufruir da criação de novas instalações adaptadas aos tempos modernos: balneários, lavandaria, posto médico, enfermaria, armazém e bar.

“Vamos ganhar novas instalações e vamos ter mais responsabilidade. Além disso, vamos precisar de ter uma atividade permanente e um reforço de pessoal para dar resposta ao maior número de pessoas que vamos ter nas nossas instalações. Acreditamos que o número de atletas vai aumentar exponencialmente. Assim que as obras comecem, vamos mudar-nos de armas e bagagens para o Complexo Municipal de Valbom”, garante o presidente da direção do Ataense.

Enquanto o novo piso não chega, o clube mantém a sua atividade diária, com todos os escalões a treinarem pelo menos uma vez no pelado do Ataense, no que a direção do clube apelida de “critério de igualdade”.

O Clube Recreativo Ataense conta com cerca de 230 associados.

Equipa de juvenis aprova a requalificação do campo
Manuel Santos, treinador juvenis sub-17:
“O pelado não é bom e os sintéticos são o futuro, porque o jogo é totalmente diferente. Para o clube, o sintético é importante porque significa melhores condições para as camadas jovens. Isso, hoje em dia, é cada vez mais necessário. Antes, o Ataense tinha muitos atletas, hoje em dia, infelizmente, não é assim”

Diogo Oliveira, 15 anos, guarda-redes:
“O sintético vai atrair cada vez mais atletas e adeptos. Ninguém gosta de jogar num pelado. Estamos ansiosos que comecem as obras”

João Carvalho, 15 anos, defesa direito:
“Estamos há espera há algum tempo, mas só há um ano é que o projeto foi aceite. Vamos ter melhores condições e esperamos ter mais atletas no clube. O pelado não nos deixa grande saudade”

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