Constituição esteve em debate no Centro Republicano e Democrático de Fânzeres

Goreti Teixeira, António Oliveira, Pedro Bacelar Vasconcelos e Augusto Flor, no painel

Goreti Teixeira, António Oliveira, Pedro Bacelar Vasconcelos e Augusto Flor, no painel / Foto: Pedro Santos Ferreira

A Constituição da República Portuguesa, o poder local e o movimento associativo e popular estiveram em debate, no dia 2 de abril, no salão nobre do Centro Republicano e Democrático de Fânzeres.

O constitucionalista Pedro Bacelar Vasconcelos, o professor catedrático jubilado da Escola de Direito da Universidade do Minho, António Cândido Oliveira, e o antropólogo Augusto Flor debateram a Constituição portuguesa no dia em que se comemoraram 40 anos da aprovação do documento. A conferência foi moderada pela jornalista Goreti Teixeira.

Pedro Bacelar Vasconcelos inaugurou o encontro e considerou “essencial” reavivar a memória dos portugueses sobre o Processo Revolucionário em Curso (PREC), decorrido em 1975. “O que se passou entre 25 de abril de 1974 e 2 de abril de 1976 é verdadeiramente extraordinário e deve ser alvo de uma investigação séria”, considerou o constitucionalista.

Por sua vez, Augusto Flor começou por referir que durante o Estado Novo “uma sessão destas era impensável e seria considerada um ato subversivo”. O antropólogo focou-se no subtema do encontro – “O poder local democrático e o movimento associativo popular” – e caracterizou o espírito de associativismo “uma mais valia para todos nós”.

Já António Cândido Oliveira catalogou o processo democrático como “inacabado”.

A sessão foi promovida pelo Centro Republicano e Democrático de Fânzeres e a Comissão Promotora de 25 de Abril da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, em parceria com a Câmara Municipal de Gondomar.

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