Construção do Parque Urbano de Rio Tinto arranca em 2017

Projeto Parque Urbano de Rio Tinto: o centro da cidade passará a ter uma ampla zona com equipamentos desportivos e espaços de lazer / Foto: Direitos Reservados

Projeto Parque Urbano de Rio Tinto: o centro da cidade passará a ter uma ampla zona com equipamentos desportivos e espaços de lazer / Foto: Direitos Reservados

O centro da cidade de Rio Tinto vai beneficiar da construção uma zona verde com 36.500 metros quadrados

A Câmara Municipal de Gondomar vai avançar com a construção do Parque Urbano de Rio Tinto. A obra vai intervir numa área de 36.500 metros quadrados no centro da cidade e visa a construção de uma extensa zona verde com equipamentos de lazer, lugares de estacionamento, um anfiteatro, cafés e esplanadas. Ao Vivacidade, Marco Martins, presidente do Município gondomarense, aponta a obra como “a concretização de um sonho de longa data dos riotintenses”. O custo da intervenção está orçado em 2,6 milhões de euros.

No centro de Rio Tinto, o espaço delimitado pela Avenida da Conduta, a Avenida de Rio Tinto, a Rua da Ranha, a Rua Amália Rodrigues e a Via Nordeste vai sofrer uma intervenção de fundo, integralmente financiada pela Câmara de Gondomar, no âmbito da construção do Parque Urbano de Rio Tinto. No terreno vai nascer uma ampla zona verde com uma extensão de 36.500 metros quadrados.

“Este é o meu sonho de há 25 anos. Tenho esta ambição desde o tempo em que contestei a barbaridade do entubamento e desvio do leito do rio Tinto, em 1998. Sempre afirmei que gostaria de ver a construção de um parque urbano em Rio Tinto e este projeto corresponde a essa ambição, a par da construção do intercetor da ETAR do Meiral, que vai resolver a questão ambiental do rio Tinto”, começa por dizer Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar.

A obra prevê um investimento de 2,6 milhões de euros, sem recurso a fundos comunitários, ao contrário do que estava inicialmente previsto. “Ao contrário da nossa expectativa inicial, verificamos que os parques urbanos não são elegíveis para o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), mas decidimos avançar com a obra que era uma das nossas promessas eleitorais para este mandato”, sublinhou o autarca.

Segundo Marco Martins, o projeto “vai devolver o rio Tinto à comunidade e tornar o espaço numa verdadeira zona de lazer ao dispor da população”.

O presidente da Câmara de Gondomar lamenta, contudo, o “dinheiro mal gasto” pelo anterior executivo, liderado por Valentim Loureiro. “É relevante dizer que estamos a anunciar investimentos da nossa responsabilidade. Com dois anos e meio de mandato cumpridos já amortizamos a dívida do Município em 27 milhões de euros. Deixo esse dado para reflexão dos munícipes. Imaginem se tivéssemos esse dinheiro disponível. Durante muitos anos o dinheiro foi muito mal gasto em Gondomar”, refere.

Parque Urbano “terá ligação até Gramido, após a conclusão da construção do intercetor da ETAR do Meiral”

O projeto do Parque Urbano de Rio Tinto prevê a construção de dois parques juvenis que aproveitam o declive natural do terreno [ver Foto 2], passeios pedonais [ver Foto 1] ao longo de todo o percurso, um anfiteatro natural para pequenos e grandes espetáculos [ver Foto 4], o aumento da capacidade de estacionamento para 240 lugares distribuídos entre a Avenida do Rio Tinto e a Rua da Ranha – que desaparece parcialmente -, uma nova ponte pedonal sobre o rio Tinto, um atravessamento da linha do metro, duas cafetaria com esplanada e casas de banho e equipamentos desportivos. O espaço vai dispor ainda de infraestruturas de água e eletricidade para a realização de eventos

“Queremos que seja possível vir a pé desde os Sete Caminhos até Cabanas, fazer a viagem de metro desde Fânzeres até ao estádio do Rio Tinto, percorrer o percurso pedonal até Campainha, passar pela Quinta das Freiras e entrar no Parque Urbano que terá depois a ligação até Gramido, após a conclusão da construção do intercetor da ETAR do Meiral”, explica Marco Martins.

O Parque Urbano vai estar acessível à população 24 horas por dia. “Ponderamos tornar o espaço fechado e vedado mas decidimos torná-lo amplo e aberto. O espaço vai estar sempre iluminado”, assume o autarca.

O concurso público internacional da empreitada deverá ser lançado até ao final do verão. A obra terá um prazo de intervenção de ano e meio. “Estimamos que o arranque da obra seja na primavera de 2017 e a sua conclusão até ao início do verão de 2018”

Aquisição de terrenos gerou contestação popular

Ao nosso jornal, Marco Martins recorda a contestação popular gerada pelo processo de aquisição dos terrenos adjacentes à Avenida do Rio Tinto, contudo, esclarece, “a ação judicial do proprietário de um dos terrenos contra a autarquia foi entretanto retirada e o executivo atendeu à proposta apresentada pelo vereador da CDU, Joaquim Barbosa, e pediu novo estudo do preço do terreno”. “Levamos a situação à Assembleia Municipal e, na altura, gerou-se alguma contestação popular. Diziam que tínhamos feito um negócio imobiliário quando, na verdade, compramos os terrenos, em 2015, a 47 euros por metro quadrado. Recordo que, em 1996, a Câmara de Gondomar tinha previsto comprar o mesmo terreno a 75 euros o metro quadrado. O Metro do Porto, em 2008, pagou 110 euros por metro quadrado. Assim sendo, voltamos à proposta que tínhamos negociado inicialmente, a 47 euros por metro quadrado”, explica o edil.

A aquisição do terreno teve um custo de 800 mil euros para o Município. O investimento deverá ser pago até 2017.

Restantes parques urbanos “avançam a bom ritmo”

Paralelamente à construção do Parque Urbano de Rio Tinto, o Município planeia promover a construção de mais três parque urbanos: Fânzeres, Monte Crasto e em S. Cosme e Valbom. Segundo o edil gondomarense, os projetos “avançam a bom ritmo”. “O que está mais adiantado é o da Avenida da Conduta, que engloba Fânzeres e São Cosme, num percurso entre a Carvalha e o Centro Ciclista de Gondomar. O projeto está em fase avançada e dentro de dois meses deverá estar pronto”, garantiu o autarca. Recorde-se que os parques urbanos não são elegíveis para o PEDU e como tal não deverão contar com o apoio de fundos comunitários.

 

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