Crise nas IPSS de Gondomar

Denominam-se IPSS “as instituições constituídas por iniciativa de particulares, sem finalidade lucrativa, com o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos, que não sejam administradas pelo Estado ou por um corpo autárquico”. O objetivo destas instituições é proteger, apoiar e educar cidadãos mais frágeis como crianças, jovens, idosos e famílias que se encontrem em situações de incapacidade a algum nível. Existem milhares de IPSS a nível nacional e cerca de três dezenas em Gondomar. O Vivacidade falou com quatro que, no que respeita à dimensão de instalações e número de trabalhadores, são as principais do concelho. A Associação Social Recreativa Cultural e Bem Fazer Vai Avante, a Santa Casa da Misericórdia Vera Cruz de Gondomar, a Unidade Orgânica de Gondomar da Associação do Porto de Paralisia Cerebral na Villa Urbana de Valbom (APPC) e o Centro Social de Soutelo traçam um retrato daquilo que é o dia-a-dia de uma Instituição Particular de Segurança Social.

Villa Urbana de Valbom / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Villa Urbana de Valbom / Foto: Ricardo Vieira Caldas

Veja aqui o vídeo promocional da reportagem

“Comparticipações do Governo não podem ser iguais para aqueles que têm uma reforma de 2.000 ou 300 euros”

O presidente da Associação Social R. C. B. F. Vai Avante, Fernando Duarte, não se conforma. “As comparticipações do Governo não podem ser iguais para aqueles que têm uma reforma de 2.000 ou 3.000 dos que têm uma reforma de 300 a 400 euros”, refere o dirigente associativo. Com sede no lugar de Tardariz, em S. Pedro da Cova, o Vai Avante conta já com 50 anos de história mas formou-se como IPSS, em 1991. Uma instituição juvenil, nas palavras de Fernando Duarte, que é procurada por “aqueles que muitas instituições rejeitam.” Utentes que têm reformas muito pequenas ou salários muito baixos. “A comparticipação do utente é muito baixa mas nós não os mandamos embora”, afirma Fernando Duarte.

, , , , , , ,