Crise nas IPSS de Gondomar

“Está na hora de se virarem um bocadinho mais para o Centro Social de Soutelo”

Com uma centena de funcionários, o Centro Social de Soutelo (CSS), em Rio Tinto, surgiu no pós-25 de Abril, em 1974, e presta atualmente serviços na área educativa [Creche, Pré-Escolar e Centro de Atividades de Tempos Livres 1º, 2º e 3º Ciclos], na área dos idosos e dependentes [Centro de Dia, Centro de Convívio e Serviço de Apoio Domiciliário] e na área da Intervenção Comunitária [Rendimento Social de Inserção, Empresas de Inserção e outros projetos].

Sandra Felgueiras, nova presidente do Centro Social de Soutelo, e Filipa Lameiras, coordenadora dos Serviços Educativos / Foto: Pedro Santos Ferreira

Sandra Felgueiras, nova presidente do Centro Social de Soutelo, e Filipa Lameiras, coordenadora dos Serviços Educativos / Foto: Pedro Santos Ferreira

Sandra Felgueiras, presidente da instituição, também não esconde as dificuldades sentidas no CSS. “Os apoios nunca são suficientes”, refere. “Já não o eram há uns anos, ultimamente muito menos. Desde 2008 que não tem havido alteração nos valores que recebemos com os acordos e toda esta crise afetou o Centro também. Os apoios precisavam de ser atualizados. Não temos salários em atraso mas tivemos que fazer alguns ajustes. Temos a sensação que temos que cortar em tudo, poupando em várias áreas. Estamos numa situação de limite mas não ainda de rutura”, explica a dirigente. Sandra Felgueiras tomou posse em janeiro e garante agora que a atual direção está virada para a “sustentabilidade” da IPSS. “Quando no final de 2013 sabíamos que o mandato da anterior direção iria terminar, a lista que agora dirige trabalhou um programa em que um dos eixos é virado para a sustentabilidade da instituição. Cada vez mais temos que depender menos do Estado e arranjar formas de autofinanciamento. Essa será uma das novas apostas desta direção”, conta.

“Da parte da autarquia temos tido sempre uma boa relação mas vamos exigir um bocadinho mais. Sabemos os apoios que vão para outras instituições e achamos que agora está na hora de se virarem um bocadinho mais para o Centro Social de Soutelo”, revela Sandra Felgueiras.

Nova estrutura para as IPSS de Gondomar a caminho?

A rentabilização das IPSS é uma preocupação para Fernando Duarte, presidente do Vai Avante. “Somos uma das maiores IPSS de Gondomar”, afirma. “Penso que temos que nos sentar e criar uma estrutura de IPSS em Gondomar para partilhar trabalho e, se calhar, meios para tornar algumas instituições rentáveis. Às vezes temos listas de espera que outras não têm. Temos que rentabilizar os serviços. Se hoje temos uma boa cozinha que está a fazer 300 almoços e se tem capacidade para fazer 800 porque não havemos de entregar os serviços a essa IPSS? Se temos uma lavandaria que está a rebentar pelas costuras porque não partilhamos serviços? É um trabalho que as IPSS têm que fazer, somos autónomos”, explica o porta-voz da IPSS de S. Pedro da Cova.

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