Crise nas IPSS de Gondomar

Para o dirigente, “as IPSS são sempre meios de resposta” e fazem “mais, melhor e mais barato do que o Estado.” “Um serviço feito pela Câmara Municipal ou feito pela Segurança Social é diferente. Nós trabalhamos melhor e é esse o caminho”, assegura. “É urgente rever as comparticipações para tornar as IPSS sustentáveis”, insiste. “Neste momento, aqui em S. Pedro da Cova, nós somos uma pequena empresa que acolhe 90 e tal trabalhadores. Um encerramento desta casa iria criar um caos”, alerta Fernando Duarte. A estrutura permitiria, segundo o líder da IPSS, uma maior interação entre todas as instituições deste tipo no concelho e o assunto vai ser levado para discussão ao presidente da Câmara, Marco Martins.

A ideia desta nova união não faz muito sentido para José Luís Oliveira, provedor da Santa Casa. “As ligações já existem. Não é preciso criar uma estrutura. As IPSS têm uma ligação direta à Segurança Social e no nosso caso, fazemos parte da União das Misericórdias Portuguesas”, refere. “Se for para melhorar tudo bem mas penso que há situações que só existem para dar protagonismo a meia dúzia de pessoas e na prática depois não resultam. Temos a rede social onde vamos refletindo todos juntos, com alguma regularidade”, acrescenta.

A mesma opinião não é partilhada por Abílio Cunha, presidente da APPC. “Eu sou um adepto ferrenho das parcerias e das uniões e quando elas aparecem com vontade de trabalhar e de representar o setor, a APPC estará interessada em fazer parte dessa união, não só para reivindicar direitos mas também para colaborar. Não existe uma troca de serviços e isso poderia sair desse projeto, por exemplo”, elucida. Ideia que também agrada a Filipa Lameiras, coordenadora dos Serviços Educativos do CSS, apesar de achar que a Rede Social da Câmara Municipal funciona bem.

“A rede social tem funcionado bastante bem, agora claro que a partilha de experiências, dificuldades, articulação de esforços e algumas medidas governamentais que podem sair mais fáceis se nós nos unirmos. Poderia haver mais uma partilha de experiências, talvez sem a mediação da Câmara. É uma ideia interessante”, refere.

Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar, não se opõe, muito embora ache que a interação entre as IPSS já existe. “As IPSS já interagem através da Rede Social. Se quiserem criar uma outra estrutura é uma decisão delas, não tenho nada contra nem nada a favor. Mas não existe falta de interação”, declara.

Investimentos futuros

Com ou sem interação, cada uma destas IPSS, em Gondomar, sonha com um projeto de alargamento ou melhoramento de infraestruturas para que possam servir melhor o concelho e a população.

No caso do Vai Avante, há um projeto que depende única e exclusivamente da aprovação do executivo da União das Freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova. “Estamos à espera da cedência das instalações da escola em frente, que está desativada e é propriedade da Junta de freguesia de S. Pedro da Cova, para criar um Centro de Dia para os idosos”, explica Fernando Duarte. Esse centro irá assim juntar-se aos serviços de berçário, creche, infantário, lavandaria social, apoio domiciliário, natação para crianças e centro convívio, que o Vai Avante já dispõe diariamente para 1097 utentes.

, , , , , , ,