Crise nas IPSS de Gondomar

A cereja no topo do bolo para a Santa Casa de Gondoamar seria a construção de um lar para idosos, de preferência com vista ao acompanhamento de pessoas com demências como Alzheimer. “É, neste momento, o nosso sonho. Em termos de localização não tínhamos problema”, afirma Paula Mendes, diretora da IPSS. “Temos bastantes pedidos para integração em lar. Uma das situações que notamos muito, nestes últimos tempos, é um acréscimo muito grande do número de demências, sobretudo Alzheimer, e as famílias não conseguem dar conta do caso. As nossas respostas não são suficientes para dar apoio em situações de grave dependência e um lar especializado neste tipo de problemáticas poderá ser um ponto de partida para responder às necessidades atuais da população mais envelhecida. Nós não temos em Gondomar resposta ao nível das demências desse tipo e há poucas a nível nacional”, explica.

Em Rio Tinto, o Centro Social de Soutelo conta já com um espaço para a criação de um Centro Geriátrico. O próximo passo é avançar com o projeto, quando houver financiamento. “Se conseguíssemos que houvesse uma abertura de um programa qualquer para o financiamento da construção de um Centro Geriátrico, que financiasse a 80%…”, sonha Sandra Felgueiras. “Têm-nos cedido alguns espaços mas se quisermos realmente avançar para a construção do Centro temos que contar com um apoio um bocadinho maior do que temos tido até aqui”, acrescenta a presidente, referindo-se ao apoio da Câmara Municipal.

Ao Vivacidade, Marco Martins explica que a Câmara está atenta aos problemas das IPSS do concelho e que o apoio para a área social aumentou para 2014. “Apesar do decréscimo do orçamento, neste ano a área social aumentou um milhão. Podia aumentar dez ou vinte mas o ideal é que não se tivesse que aumentar nenhum”, menciona.

De S. Pedro da Cova a Rio Tinto, as três dezenas de IPSS de Gondomar lutam diariamente para manterem o serviço “solidário” para com as populações.

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