Nuno Fonseca: “Vai ser a melhor Medieval de sempre”

A 10ª Feira Medieval de Rio Tinto está aí à porta e de 12 a 15 de setembro Rio Tinto recua no tempo até ao século X. O VivaCidade esteve à conversa com Nuno Fonseca, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, que revelou as principais novidades deste ano, os desafios da organização, a adesão às pulseiras e muito mais, na antevisão a um dos eventos culturais mais esperados em Rio Tinto.

 

Pedia-lhe antes de mais uma antevisão do que vão ser os quatro dias da Feira Medieval.

A Medieval este ano vai ter algumas mudanças a nível da imagem do recinto, vai ser a nossa principal aposta. As pessoas vão sentir essa mudança quando chegarem ao espaço.  É um recinto muito mais decorado, com muito mais cenografia relativamente a todos os equipamentos que não são medievais e que existem no recinto, portanto, uma omissão maior ainda daquilo que nos rodeia, para as pessoas entrarem num espaço mais mágico e uma das novidades que nós temos este ano é uma aposta muito maior no público mais jovem da Medieval, especificamente nas crianças. Um espetáculo de animação medieval, mas para crianças, para que os pais venham à Feira Medieval num domingo de manhã em família, vejam o nosso cortejo e no final do cortejo entrem no nosso recinto e vejam o espetáculo para as crianças.

Ou seja, uma recriação da Medieval para os pequenos?

Não será uma recriação, será um espaço medieval, será um espaço animado com personagens da Medieval, será um espetáculo de animação para crianças.

Quais serão as principais diferenças das edições anteriores da Medieval para esta 10ª edição?

Continua a ser o crescimento que nós queremos para o evento. Obviamente que as pessoas também vão sentir que a nível da animação do espaço do recinto, vai haver um acréscimo muito significativo da quantidade de animação disponível. Á imagem do que aconteceu nos anos anteriores em que houve um crescimento, este ano vai continuar a haver crescimento. Ainda não chegamos ao limite, porque há um limite temporal. Podemos mudar a animação, mas depois não podemos fazer crescer as horas do dia, ainda não chegamos a esse limite. O limite será nós não termos nenhum período “morto”, haver sempre qualquer coisa a decorrer no evento.

Quer com isso dizer, que continua a haver espaço para crescer?

Este ano ainda vai crescer, ainda não temos o programa todo fechado, mas este ano vamos quase atingir o pleno. 

Em termos de expectativas, para ser uma grande Medieval quantas pessoas é que deveriam estar presentes?

Se nós não tivéssemos pulseiras para vender durante o evento e tivéssemos que abrir as portas, isso ia deixar-me muito feliz. 

Como é que estão a decorrer as candidaturas para a ocupação dos espaços?

Imensas. Temos muitas candidaturas, nem todas vão poder estar presentes.

Mais procura do que oferta?

Mais procura do que oferta, mas é normal, porque nós queremos uma Medieval equilibrada. Nós gostamos que a nossa Medieval, seja uma Medieval que nós nos conheçamos todos, portanto há uma preferência sempre para quem já esteve cá nos anos anteriores e cumpriu. Quando digo cumprir, digo estar de acordo com aquilo que nós esperamos. Não quer dizer que as pessoas se portam bem ou mal, pode não estar de acordo com aquilo que nós esperamos porque interessa-nos a nós ter um espaço equilibrado. 

Explique melhor o que é um espaço equilibrado?

É um espaço que tem de ter um bocadinho de tudo, mas sem ter muito de uma área e menos de outra área. Por exemplo, não haver 20 tendas a vender crepes. Se nós ordenássemos as candidaturas todas por ordem de entrada e chegássemos ao ponto de dizer “pronto está cheio, não entra mais ninguém” e não tivéssemos o cuidado de escolher, considerando critérios, por exemplo, de entrada, de antiguidade, havendo esses critérios todos, nós poderíamos por exemplo ter 20 tendas a vender crepes, mas iriamos falhar noutras áreas e depois no próximo ano já não iriamos ter estes 20, porque estes 20 iriam vender, mas iriam dividir as vendas por todos e já não seria uma Medieval. Se calha será melhor ter, por exemplo, 10 creparias, 5 de doces caramelizados e 5 de doces conventuais e termos um espaço mais equilibrado e percebermos se, isto é a experiência que nos diz e só conseguimos perceber isto durante o percurso da Medieval, para o ano pode em vez de 10 creparias, ter 11 ou 12, ou se em vez de 10 temos que reduzir para 8. 

Há alguma prioridade para quem é do concelho? Por exemplo, alguém da Maia ou Valongo, pode-se candidatar à Medieval?

É um dos critérios, podem vir a entrar. Nós colocamos o critério de proximidade no regulamento e ser de Gondomar tem preferência em relação a outros, é um fator discriminatório positivo. Aliás, nós estamos a fazer a avaliação das candidaturas e estamos a fazer pela distância, ou seja, os mais próximos serem preferenciais, não como critério único como é óbvio. Há um conjunto de 5 critérios que estão no regulamento e é a avaliação desses 5 critérios que faz com que eles entrem ou não.

Qual é o fator diferenciador para este ano?

Eu acho que a novidade ou o fator diferenciador é mesmo o espetáculo para crianças que vai haver no domingo de manhã e que não existia. A tradição aqui era o desfile da Medieval ao sábado de manhã, que passava ali na feira, dava a volta e entrava, uma coisa extremamente pequena. Há 2 anos passamos o desfile medieval para a rua e ao passar para a rua passou a ser ao domingo de manhã. No ano passado foi no Parque Urbano, deu a volta e veio novamente para cá. Este ano queremos um desfile com uma envergadura maior e a seguir ao desfile vamos ter o espetáculo para crianças, que acho que vai ser uma grande novidade nós conseguirmos meter algumas centenas de crianças no recinto da Medieval, com um espetáculo pensado e preparado para as crianças.

Há uma preocupação em fazer uma Medieval para todos?

Sim, é uma Medieval que ocupe as nossas necessidades. Temos outra preocupação, mas isso já é uma preocupação que já não é uma novidade de agora, é uma preocupação já de há dois anos para cá, que é a não utilização de animais no espaço da Medieval em exposição. Também é importante chamarmos à atenção e diferenciarmos o que é a utilização da falcoaria. A falcoaria é Património Imaterial da Humanidade e portanto eles utilizam os falcões mas não colocam os animais em exposição, os animais estão resguardados do stress do público, não existe burrinhos a circular, existe uma demonstração com cavalos porque necessitamos deles para os espetáculos, mas mesmo a utilização dos cavalos que eles deixam as pessoas montar tem regras muito específicas que nós implementamos. 

Para terminar, que mensagem quer passar a quem queira visitar a Medieval de Rio Tinto?

A mensagem é que nos visitem e que venham com disponibilidade para estar muito tempo no nosso recinto e que se divirtam, porque eu não acho que vá defraudar de forma alguma as expectativas de quem nos vai visitar e vai ser uma vez mais, um grande momento de Gondomar e de Rio Tinto. Acho que irá satisfazer todos aqueles que nos visitarem. Vai ser a melhor Medieval de sempre, disso não tenham a mínima dúvida. 

 

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