Final mundial em Itália é objetivo para Gonçalo Coutinho

Natural de Gondomar, Gonçalo Coutinho soma já uma década de experiência nos karts. Campeão em diversas categorias, o piloto gondomarense espreita agora a oportunidade de marcar presença na sua quarta final mundial que este ano terá lugar em Itália.

Como surge o teu gosto pelos karts?

O facto de ter entrado para o mundo da competição de karts teve muito a ver com o meu pai, ele foi um dos meus grandes motivadores. Tenho também o meu padrinho que ainda fez algumas provas com o seu Citroen 2cv e levava-me a dar umas voltas com ele. Acho que estes são os dois principais fatores que acabaram por despertar esta paixão em mim.

Como foi o início?

Tive um processo de adaptação, que foi um pouco difícil e que me envolveu durante algum tempo, a meu ver mais do que seria expectável. Depois, a partir do momento em que comecei a competir e a conseguir alguns resultados significativos, foi sempre a melhorar.

Fala-nos um pouco sobre a competição que agora vais iniciar?

Esta competição é um campeonato, composto por quatro fins de semana com duas provas em cada um deles.

No final do campeonato será campeão aquele que conseguir mais pontos, ganhando como prémio uma presença na final mundial que terá lugar em Itália.

Esse é o teu grande objetivo?

Sim. Como rookie nesta categoria é um objetivo que tenho, alcançar a final mundial.

E esse objetivo está próximo?

Neste momento estou a um ponto da liderança do campeonato, para chegar ao primeiro lugar preciso de ficar à frente do meu adversário direto em três das quatro finais que faltam disputar,  não será fácil mas estou a trabalhar com foco nesses resultados.

Temos estado muito rápidos e noto que tenho evoluído bastante nesta categoria desde o início do campeonato.

Olhando para a realidade dos karts em Portugal, como vês esta modalidade?

Com pouca visibilidade e pouco apoio. É um desporto caro o que faz com que haja pouca gente a competir mas onde há muita rivalidade.

Como é que concilias os karts com os estudos?

O foco principal neste momento é ir para a universidade.

A competição é um mundo que requer muito investimento e é muito difícil começar a gerar rendimentos. Por muito que eu goste de fazer o que faço, tenho que pensar sempre na possibilidade de não fazer disto a minha vida e tenho que ter um plano de retaguarda.

A sustentabilidade no desporto automóvel vem com o profissionalismo mas para atingir esse patamar é necessário um investimento muito avultado e em Portugal, como sabemos, essas verbas acabam por ir para o futebol, aqui ao lado, em Espanha a realidade já é diferente.

E qual é o curso em que gostavas de ingressar?

Isso é um tema ainda em discussão lá em casa. À partida será pela área das engenharias mas ainda não está definido.

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