Editorial – dezembro 2017

Caros leitores,

Ao entrar em 2018 está na hora de pensarmos e agirmos estrategicamente em Gondomar. E desenvolvermos projetos que fiquem para lá do fumo dos dias e que se revelem mobilizadores e aglutinadores dos esforços de todos para produzirem o desenvolvimento e a riqueza que os nossos povos e a nossa terra merecem.

É um enorme desafio para os dirigentes políticos locais, regionais e nacionais procurar desenvolver projetos com medidas concretas que sejam de facto mobilizadores. Aqueles que são ligados aos recursos da região e que permitem que estes sejam melhor utilizados são os que dão melhor resultado estratégico e são também os que dão mais trabalho e que garantem menos votos, pois os seus resultados acontecem muito para lá dos mandatos de quatro anos; enquanto, por exemplo, um qualquer evento produz imediata satisfação nos eleitores.

É por isto quer é preciso haver uma enorme coragem política para se fazerem projetos e obras estruturais; mais ainda quando os orçamentos são escassos e as opções de investimento são muito diversas.

Mas os projetos que venham a ser lançados são inúteis sem uma alteração essencial nas mentalidades. É essencial que todos percebam que só com modificações sérias nas formas de trabalhar, nomeadamente procurando dimensões criticas, organização, disciplina e liderança efetiva comum é que poderemos vir a ser capazes de transformar a nossa sociedade.

Mas organização, disciplina, standardização, regras e regulamentos são coisas que as pessoas, por defeito, não gostam principalmente quando são impostas. É por isso que hoje é preciso haver liderança e gestão de pessoas com total compromisso mútuo para que possa haver sucesso. Regras e regulamentos impostos sem personalização, sem explicação, sem emoção e sem sentimentos não são nunca bem recebidos e por vezes até são contraproducentes.

António Guterres, secretário-geral da ONU, apresentou como uma das suas principais ideias a construção de ligações entre quem lidera e que é líder: “Está na altura de reconstruir as relações entre as pessoas e os seus líderes”.  Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, é o presidente dos afetos, de facto e não por simples retórica. E tem sido o responsável máximo pelas profundas alterações que têm existido nos últimos anos no relacionamento e responsabilização dos líderes políticos com o povo.

E se a nível global e a nível nacional estamos em boas mãos, há agora que trabalharmos todos nas nossas organizações, nas nossas empresas, nas nossas famílias, nas nossas organizações locais e regionais e também junto dos nossos políticos para termos liderança com afetos mas também organização, disciplina, trabalho e resultados.

Um bom Natal e um excelente 2018 para todos os leitores do Vivacidade!