Em 2014 vamos assistir a “roubalheiras medonhas”, segundo “O Seringador”

"O Seringador" é produzido em Baguim do Monte há cinco anos / Foto: Pedro Santos Ferreira

“O Seringador” é produzido em Baguim do Monte há cinco anos / Foto: Pedro Santos Ferreira

Segundo as previsões do almanaque “O Seringador”, em 2014, “devemos precaver-nos” contra “roubalheiras medonhas” com “um alentado varapau”. Produzido pela Lello Editores, em Baguim do Monte, há século e meio o anual é hoje a mais antiga publicação regular feita em Portugal.

O almanaque “O Seringador” chegou à Lello Editores há três décadas, mas conta já com 149 anos de história. É, segundo a enciclopédia da Verbo, a mais antiga publicação regular feita em Portugal, sem nunca ter sido interrompida e, apesar de portuense, passou a ser produzida em Baguim do Monte, desde 2009.

Para 2014, o anual prevê uma primavera “húmida”, um verão “quente”, um outono “temperado” e um inverno “não muito frio”. José Manuel Lello, diretor da Lello Editores, a quem foi atribuída a responsabilidade de editar “O Seringador” há 30 anos, explica o objetivo do almanaque dado às artes da sátira: “É um livreto com informações úteis sobre as feiras, calendários, santos, dias, feriados e que tem também conselhos úteis para a agricultura e outras informações”, refere, sem esquecer “a parte dedicada aos versos críticos e anedotas”.

Autocaracterizado como “reportório crítico-jocoso e prognóstico diário para 2014”, “O Seringador” prevê ainda que no decorrer do ano os portugueses irão assistir a “roubalheiras medonhas” e aconselha por isso, no “juízo do ano”, “um alentado varapau para conter aqueles que se apropinquem para nos assaltar”. José Lello garante o “critério científico” das previsões, feitas com base nos dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

No total são cinco pessoas diretamente envolvidas na produção do almanaque, que “exige um trabalho de revisão muito apurado para evitar erros e enganos”, diz o diretor da Lello Editores, em entrevista ao Vivacidade.

“O Seringador” é habitualmente lançado em julho e vendido até março, “principalmente desde Bragança até Leiria, onde é mais conhecido”, afirma José Lello, que se confessa pouco preocupado com a concorrência do “Almanaque do Camponez” – publicação açoriana – e “Borda D’Água”, o anual que o deputado comunista Bruno Dias levou para o Parlamento, em 2013.

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