Entrevista a Valentim Loureiro: “Recebi dos gondomarenses carinho, amizade e apoio”

As críticas ao facto de a sua filha ser vereadora na Câmara incomodam-no?
A minha filha foi vereadora por um acaso. Porque nas eleições de há oito anos – em que elegi oito membros – ela ia em nono lugar. Portanto não era para entrar, era para preencher. Por acaso, o candidato a vereador que foi em quarto ou quinto desistiu mal nós fomos eleitos. E, portanto ela subiu por causa disso. E como estava na lista ficaria mal não aceitar. Mas nunca previ que ela fosse entrar. Mas apesar de ser minha filha é vereadora, faz o papel dela. Na Câmara não há familiaridades, ela cumpre o dever dela, eu cumpro o meu.

Valentim Loureiro / Foto de Joana Isabel Nunes Valentim Loureiro / Foto de Joana Isabel Nunes Valentim Loureiro / Foto de Joana Isabel Nunes Valentim Loureiro / Foto de Joana Isabel Nunes

Da parte do executivo, o facto de o vice-presidente ter regressado ao PSD magoou-o de alguma forma?
Não, de forma nenhuma. O meu vice-presidente é um “PPD” assanhado. Vive muito o partido e pensou e decidiu que devia voltar ao partido e não continuar a integrar o Movimento. É uma decisão dele da qual eu lamento.

Tendo em conta que sempre que sai de um executivo passa para uma assembleia, o Movimento pode contar consigo este ano?
Isso passou-se na distrital do PSD, na Liga, na Metro do Porto [que atualmente preside a mesa da Assembleia Geral]. Tenho que ser perfeitamente claro. Tenho tido muitas pressões nesse sentido [para ser candidato à Assembleia Municipal]. Todos os que estão na lista do Dr. Fernando Paulo – e ele próprio – pressionam-me. Já fiz uma leitura de tudo isso e vou pensar. Não decidi. Mas tenho que decidir já para o fim do mês de julho.

Neste momento, é mais um “sim” ou um “não”?
É evidente que a equipa que Fernando Paulo vai liderar é de extrema confiança minha. Portanto, todos eles me estão a pressionar. E dizem que se o Movimento continua e eu sou o líder, devo integrá-lo e eu não estou completamente fora mas preciso de mais uns dias para tomar uma decisão.

O candidato Fernando Paulo está a contar consigo?
Ele é dos que mais me pressiona.

Relativamente a outros assuntos… Os casos da Quinta do Ambrósio e do “Apito Dourado” fizeram-no perder alguma força política?
Nenhuma, absolutamente nenhuma. Esses casos servem para mostrar que uma pessoa – sendo investigada em tudo que é sítio, com gravações e com escutas – tem que ter uma vida muito limpa para chegar ao fim e na questão da Quinta do Ambrósio foi tudo ao ar e na questão do Apito Dourado ficou reduzido a uma multa.

Entrevista a Valentim Loureiro / Foto de Joana Isabel Nunes

Entrevista a Valentim Loureiro / Foto de Joana Isabel Nunes

Como gostaria de ser recordado no futuro?
Como alguém que se preocupou em trabalhar para ajudar os gondomarenses a resolver os seus problemas e como alguém que os resolveu a muita gente. Tenho a minha própria maneira de ser. Sou muito agarrado às coisas simples e às pessoas com mais carências. Convivo com tanta ou mais facilidade com um pobre do que com um rico e sou um defensor dos humildes. Dá-me prazer aprovar um grande projeto para Gondomar mas dá-me igual satisfação – se não mais – resolver um problema a uma pequena família que está em dificuldades terríveis.

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