Entrevista Ana Paris: “Temos consciência que estamos deslocados em Gondomar”

Tiago Rocha, Bruno Oliveira, Miguel Vieira e Pedro Martins / Foto: Pedro Ferreira

Tiago Rocha, Bruno Oliveira, Miguel Vieira e Pedro Martins / Foto: Pedro Ferreira

Quatro rapazes de S. Pedro da Cova juntaram-se em 2011 para formar a banda Ana Paris. O nome pode enganar o público mas o som não deixa margem para dúvidas, há rock neste projeto gondomarense e não existem músicas calmas para este quarteto. Em entrevista ao Vivacidade, Miguel Vieira, vocalista, Pedro Martins, baterista, Bruno Oliveira, guitarrista, e Tiago Rocha, baixista, falam sobre o primeiro EP da banda, intitulado “A Stoned Psychadelic Punk Rock Mood Thing”.

Como é que surgiram os Ana Paris?
Pedro Martins (PM): Já nos conhecíamos há algum tempo e quando decidimos juntar-nos tivemos material de bandas que eram de S. Pedro da Cova. Em 2011 começamos a tocar de forma mais séria.
Bruno Oliveira (BO): Nessa altura começamos a gravar alguns temas e levamos o projeto mais a sério, sobretudo com os concertos. Sentimos que os concertos ao vivo foram importantes para crescermos.

Porque é que decidiram chamar-se Ana Paris?
Tiago Rocha (TR): O nome simboliza um encontro com uma pessoa que conhecemos num dia e perdemos o contacto.
MV: O Bruno foi abordado por uma miúda num concerto que lhe perguntou o nome da banda e ele nem tinha nome para dar.
BO: Foi uma pessoa que só existiu naquele momento. Chamava-se Ana Paris e decidimos adotar esse nome.
PM: A história verdadeira é que eles queriam chamar à banda Fiasco e eu achava que as pessoas iam dizer o nome em português até que falaram em chamar Ana Paris e achei que soava melhor.

Vocês são autodidatas?
Miguel Vieira (MV): Sim, juntamo-nos para aprendermos a tocar em conjunto.

Quais são as vossas referências musicais?
PM: Tudo o que nós ouvimos e misturamos nos ensaios.
BO: As nossas referências são muito dispersas.

Como é que caracterizam o vosso estilo musical?
BO: Tocamos rock e variamos os estilos sempre dentro do rock. Todos ouvimos músicas diferentes e quando chegamos aos ensaios acabamos por misturar vários estilos, mas sempre dentro do rock. Músicas calmas não existem.

Quando foi o vosso primeiro concerto?
MV: Foi em abril de 2011.

Fazem questão de dizer que são de S. Pedro da Cova?

PM: Sempre, nunca dizemos que somos do Porto à primeira, só depois de dizermos que somos de S. Pedro da Cova. Se as pessoas não souberem depois explicamos que fica em Gondomar [risos].

Gostavam de ter mais concertos em Gondomar?
PM: Tocamos agora no Festival da Juventude de S. Pedro da Cova.
MV: Temos consciência que estamos deslocados em Gondomar.

Vão lançar agora um EP, o que esperam alcançar com este trabalho?
MV: Esperamos dominar o mundo [risos] e ter um formato para dar às pessoas. Este trabalho está a ser feito há dois anos.
BO: Gravamos na Adega Records, em Rio Tinto, e como não tínhamos experiência de gravação demoramos algum tempo a gravar. Só aparecíamos na editora de vez em quando e isso atrasou o processo.
MV: Por um lado foi mau mas por outro permitiu-nos ter músicas mais coesas. O EP é importante para apresentarmos aos promotores.

O EP vai ser vendido?
PM: Vamos tentar vender o mais barato possível.

Onde esperam estar daqui a um ano?
BO: Esperamos estar a gravar um novo trabalho.
PM: Desta vez queremos gravar à nossa maneira.

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