Entrevista Carlota Teixeira: “Gostava de ver uma nova geração de políticos”

Carlota Teixeira

Carlota Teixeira, candidata à Assembleia Municipal

Quatro anos após ter sido eleita vereadora do Partido Socialista, Carlota Teixeira resume o mandato como uma “experiência enriquecedora”. A atual candidata à Assembleia Municipal da lista de Marco Martins, acredita que a política deve ser “transparente, honesta e credível”.

Qual o balanço que faz dos últimos 4 anos como vereadora do PS?
A título pessoal o balanço que faço é de uma experiência enriquecedora. Apesar de ter estado na oposição, é uma experiência que abre horizontes e a compreensão do que é uma autarquia e quais são todas as variáveis em jogo.
De uma forma geral, este mandato teve as suas virtudes e teve algumas decisões que poderiam ter sido tomadas de outra forma.

Tais como a viagem do grupo Idade Mais?
Por exemplo, aliás nós votamos contra. Para mim não seria uma opção nesta fase, porque estamos em época de campanha eleitoral. Para mim, a opção continuaria a ser de melhorias estruturantes e de capacitação dos territórios, que pudessem proporcionar às pessoas condições para puderem suprir as suas necessidades, para acabarmos com a “subsidiodependência”.

É fácil ser vereadora do executivo de Valentim Loureiro?
Não considero que tenha sido difícil. Creio que de uma forma geral foi mantido um clima de respeito mútuo, colaboração e um trabalho de construção.

Com a distribuição de pelouros para o PS a oposição poderia ter sido diferente?
Penso que sim, teríamos outra expressão, mas não foi uma opção do PS.

Acha que este executivo podia ter agido com maior transparência?
De uma forma geral, acho que a abertura à sociedade poderia ter sido maior. Refiro-me à capacidade de criar canais de comunicação em que os cidadãos possam aceder de uma forma mais direta e facilitada à tomada de decisão. Há formas simples, sem custos, que podem tornar o executivo mais transparente.

Poderá haver uma animosidade maior entre o executivo e a oposição pela proximidade das eleições?
Penso que não. Uma coisa são as relações políticas e outra são as relações pessoais. Não é por estarmos em época eleitoral que tem que haver incidentes.

Que trabalho gostaria de ver continuado nos próximos 4 anos?
Gostava de ver uma nova geração de políticos. É preciso uma rutura em termos da forma de estar e de fazer política.

A próxima equipa do PS é mais fraca ou mais forte?
É difícil dizer se é melhor ou pior. O único que tem experiência de vereação é o Presidente da Concelhia, que faz agora de vereador da oposição. É difícil fazer uma avaliação enquanto as pessoas ainda não tiveram oportunidade de mostrar o que valem.

Acha que vai haver algum conflito entre a equipa de Marco Martins e de Fernando Paulo, já depois das eleições?
É natural que haja discordância. É desejável que o clima de cordialidade seja mantido, o que não que dizer que não haja discordância.

O seu percurso vai mudar. Terá um papel de maior responsabilidade?
Todos os papéis são de responsabilidade, mesmo o mais humilde. Temos a responsabilidade de fazer política de forma transparente, honesta e credível.

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