Estacionamento do Mercado da Areosa pode custar quase 10% do orçamento da Câmara

Proposta da reunião extraordinária urgente com voto contra de Maria João Marinho

Apesar do restante executivo ter concordado em interpor com uma ação judicial para o Tribunal Administrativo da decisão do Tribunal Arbitral, neste caso do Mercado da Areosa, Maria João Marinho, vereadora da coligação PSD/CDS não se conformou com a decisão e votou contra a proposta. Ao Vivacidade, explica porquê. “Votei contra a proposta de interposição de ação judicial para o Tribunal Administrativo, tendo em conta que a decisão do Tribunal Arbitral foi unânime na sua decisão, de acordo com o árbitro aprovado por unanimidade em executivo camarário. Ressalvo que foi com o voto favorável do atual vice-presidente, Luís Filipe Araújo e do vereador Rui Quelhas e não entendo o porquê deste procedimento, que pode colocar em questão o pagamento dos vencimentos dos funcionários e demais prestadores de serviços”, afirma a vereadora da oposição.

Maria João Marinho diz mesmo que não se deve “em consciência tomar uma decisão que pode levar a um acréscimo de custos, de muitos milhares de euros, por uma decisão política” já que “o valor atribuído pelo tribunal era o que o custo da obra de empreitada, e o atual executivo ao não sancionar esta decisão, o custo para todos os gondomarenses pode ser deveras penoso”.

Questionada sobre a ausência de coerência do seu voto com os votos dos restantes vereadores da coligação PSD/CDS, Maria João Marinho afirma: “É a liberdade de expressão democrática”.

Orçamento camarário comprometido

Ao Vivacidade, Marco Martins confirma que os 4,6 milhões de euros representam “quase 10% do orçamento da câmara” e que, no caso de a Câmara ter de suportar esse custo, vai “bloquear completamente o município” obrigando a um “reajustamento do orçamento” e a uma “diminuição no investimento” que o atual executivo previa para o concelho.

O Mercado da Areosa nos dias de hoje

Pouco passava das 14h30 de uma sexta-feira e nem um cliente circulava nos corredores do novo edifício do Mercado da Areosa.

O dia seguinte, sábado, seria o mais rentável para os comerciantes do mercado. O rés-do-chão é o piso da excelência para as vendas e, ainda assim, são apenas quatro os espaços que abrem diariamente – apesar do regulamento obrigar os comerciantes a abrirem o espaço também durante a semana.

No piso 1, Deolinda Moreira, responsável por um café com esplanada, explica ao Vivacidade que “o negócio é péssimo”. “Se me falta algum cliente habitual, eu dou por ela, por isso os clientes dão para contar pelos dedos. Isto morreu ao nascer porque as pessoas abrem os espaços quando querem. Nunca se viu um café fechar às 19h. No palco que seria para eventos, até hoje não vi lá ninguém. Este espaço com esta esplanada era para poder funcionar”, explica revoltada a septuagenária. Apesar de tudo, “há uma certa esperança” para o café, porque o atual presidente da Câmara “prometeu uma remodelação” no mercado.

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