Gondomar quer nova Assembleia Geral da Águas do Douro e Paiva para tentar evitar “subidas brutais” nas tarifas de água

Águas do Douro e Paiva / Direitos Reservados

Águas do Douro e Paiva / Direitos Reservados

O Município de Gondomar vai pedir uma nova Assembleia Geral da Águas do Douro e Paiva (AdDP), depois do acionista maioritário, a Águas de Portugal, ter “abandonado inopinadamente a assembleia extraordinária de hoje.” A Câmara Municipal de Gondomar, um dos 20 municípios que compõem 49% do capital da AdDP, pretende voltar a discutir o projeto que visa a criação do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Norte de Portugal – Águas do Norte – que, segundo a autarquia pode originar “subidas brutais” nas tarifas de água.

Em comunicado, o Município de Gondomar refere que “na Assembleia Geral Extraordinária de hoje, com ponto único na ordem de trabalhos, os municípios opuseram-se em bloco à intenção do Governo e chegado o momento da votação da fusão da AdDP na futura Águas do Norte os representantes das Águas de Portugal abandonaram a reunião, deixando-a sem quórum.”

Em causa está a proposta de fusão da AdDP, Simdouro, Águas do Noroeste e Águas de Trás-os- Montes e Alto Douro numa única empresa, a Águas do Norte.

“A pretensão do Governo tem como alegado objetivo garantir massa crítica no setor da água e a racionalização de custos, implementando um processo de reestruturação para reduzir os 19 sistemas existentes a quatro empresas. No entanto, os diversos argumentos que têm sido apresentados como vantagens da fusão não correspondem à verdade ou são incorretos, como tem sido repetidamente demonstrado pelos municípios. Na prática, as tarifas teriam subidas brutais e os ganhos de eficiência com os chamados “serviços partilhados” centralizados em Lisboa traduziria mais desemprego para a região”, lê-se ainda no comunicado enviado às redações.

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