Gondomar sobre rodas além fronteiras

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Para os amantes do mundo das duas rodas, o Vivacidade esteve à conversa com Henrique Sousa, Presidente da Associação de Desportos Motorizados de Gondomar. Nasceu em 2010 e ao longo do seu percurso tem levado o nome do Município além fronteiras Gondomarenses.

Conte-nos um pouco da história da Associação, como é que começou o vosso percurso?

A Associação foi fundada em 2010 e começou basicamente como uma brincadeira, nós éramos um grupo de amigos que todos tínhamos uma paixão pelo mundo das motas, principalmente pelas motas todo o terreno. A Associação surge porque sentimos a necessidade de ter algum suporte quando íamos atrás de patrocínios. A realizar corridas de motocross somos a única coletividade no concelho.

Quantos atletas vocês tem de momento?

De momento, temos oito atletas. A nossa parte mais forte são as Moto 4, nós competimos a nível nacional, de momento é o meu irmão Ricardo Sousa que corre, ele já foi campeão nacional em 4cross em 2013. Diria até que a Associação surgiu por aqui, tivemos que criar a Associação para colmatar as falhas que nos impediam de conseguir patrocínios.

Caso alguém queira fazer parte da vossa associação como é que devem proceder?

Nós criamos no ano passado uma escolinha de motocross, os requisitos que os atletas necessitam de ter é mota própria, porque neste momento nós não temos motas para ceder aos alunos, e para além da mota têm que ter o equipamento de proteção necessário, pelo menos o mínimo indispensável (capacete, botas e proteção do peito). Depois é uma questão de agendar os treinos. Até agora o atleta mais novo que tivemos foi o Pedro, que começou aos 5 anos, mas qualquer pessoa que tenha interesse pode cá vir.

Ao longo da vossa carreira enquanto Associação, qual foi a conquista que mais se orgulharam?

A primeira conquista que mais nos orgulhou foi o Ricardo que foi campeão Nacional e, depois foi a do Leonardo que veio por acrescento à escolinha, ele inicialmente não sabia andar de mota e aprendeu cá, entretanto ganhou o ” bichinho” das corridas e tem vindo a conquistar bons resultados a nível Nacional, na corrida das 50 foi muito bom piloto e, no ano passado ganhou todas as ‘mangas’ e sagrou-se Campeão Nacional. Este ano mudou para uma classe acima, deixou as motas automáticas e agora conduz motas com mudanças e está na fase de adaptação. Com a pandemia as corridas pararam, mas as que ele fez conseguiu uma boa classificação, ficou entre os 10 primeiros da classe dos Infantis B e dos atletas que subiram com ele, o Leonardo foi o que conseguiu a melhor posição.

Como é que funcionam os vossos treinos?

Os atletas de competição como o Leonardo vão conciliando os treinos conforme os tempos livres, mas normalmente é acordado com os pais.

Se vocês tivessem a capacidade de ter mais motas, provavelmente conseguiriam mais atletas, mas para termos noção, quanto é que custa só um atleta?

Dependo do nível do atleta, por exemplo uma mota nova para os Infantis ronda mais ou menos cinco mil euros e depois tem a parte do equipamento de proteção que será mais 1000 a 1500 euros, digamos que com 6000 euros estão aptos para participar. Depois quanto mais profissional o atleta se vai tornando o valor vai aumentando.

Daí que para vós ser muito importante as parcerias e entrando por esse tema, como é que vocês tem sentido o apoio das entidades competentes?

Sim, as parcerias são muito importantes para nós. Quanto às entidades competentes, a Câmara Municipal e a Junta, eles têm nos ajudado, principalmente, na organização das corridas. No que diz respeito aos apoios para os pilotos participarem nas corridas só conseguimos o apoio da Câmara Municipal e, apenas em concreto para o Leonardo. Conseguimos ainda algum apoio por parte do associativismo. É uma modalidade cara e precisávamos de mais apoios por parte da entidades, porque nós levamos o nome de Gondomar além fronteiras, não é como algumas escolinhas de outras modalidades que há no concelho que muitas vezes nem saem do Município e acabam por receber mais apoios do que nós.

Sente que a modalidade não é valorizada em Gondomar?

Sim, sinto que não é devidamente valorizada. Apesar que a população, principalmente aqui da zona gosta da modalidade, aliás sempre que organizamos corridas no nosso recinto, temos cerca de 1500 a 2000 pessoas que nos vêem ver. No troféu que organizamos cá, que é o trofeu Norte, em comparação a outras corridas que vamos noutras localidades não há tanto público como nós conseguimos ter aqui em Gondomar e nós gostamos sempre de receber a população.

E quanto a projetos futuros?

O que nós pretendíamos no futuro era que o Leonardo, que é o atleta que mais se tem destacado se torne novamente Campeão Nacional neste novo escalão. Agora, estamos a agir conforme o desenrolar da pandemia, nós tínhamos uma corrida marcada para abril deste ano, mas tivemos que cancelar e, em princípio, será realizada em abril do próximo ano. ▪

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